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Prédios elegantes, em estilo clássico e moderno. Ruas pulsando de gente e automóveis. Cafés lotados, com pessoas bem vestidas. Teatros com fachadas iluminadas e produções de sucesso. Casas de tango diversas, com shows tradicionais ou inovadores. Cultura e tradição nesta esquina, e na próxima também. Transporte tão barato que nem dá pra acreditar. Um outro idioma, mas não tão diferente que não dê pra encarar. Bifes de Lomo e Almendrados inacreditáveis, de comer como se estivéssemos a sonhar. Vinhos excelentes, ah que vontade de um de cada levar. Gente bonita em cada esquina, e eu que não fazia idéia de que assim era esse lugar. E um futebol... bem, deste assunto é melhor nem falar.

Brasileiros e argentinos não sabem viver um sem o outro, mas parece que ainda não perceberam isto. Gostam de bater boca por causa de futebol, mas adoram passear na terra do vizinho e quando voltam pra casa só falam maravilhas a respeito do que encontraram e de como pretendem voltar lá o mais rápido possível. É como aquela velha história da paixão mal resolvida, sabem?

Buenos Aires está muito perto do Brasil, e com tantos atrativos turísticos é imperdoável não conhecê-la. Para quem chega pela primeira vez não custa lembrar que a cidade tem dois aeroportos, sendo Ezeiza o internacional (22 km ao sul da cidade) e Aeroparque o doméstico (2 km do centro). Vôos vindos do Brasil costumam ter como destino Ezeiza, que não é ligado ao centro por via férrea, portanto ao chegar é preferível pegar um táxi para o centro. Dê preferência aos carros da Radio Taxi, operados por motoristas cadastrados, sendo que a tarifa é fixa e deve ser paga antecipadamente no stand do saguão do aeroporto.    

Depois de deixar as coisas no hotel prepare as pernas, pois Buenos Aires é uma cidade grande e plana e caminhar será sua melhor opção para conhecer a região central. A imagem acima, feita em frente ao Obelisco, mostra a principal esquina (9 de Julio e Corrientes) da capital argentina, e este é um bom ponto para começar sua visita. Ao longo das avenidas próximas (Mayo, Cordoba, Corrientes, Santa Fe) estão centenas de bares, restaurantes, hotéis, cafés, endereços comerciais, atrações diversas e um mundo inteiro a ser explorado. Para ir até os bairros mais distantes você poderá optar pelos táxis amarelo e preto, fáceis de encontrar e baratos. Usamos diversas vezes, e seus motoristas, além de um papo agradável, freqüentemente fornecem informações turísticas sobre pontos importantes e bairros que atravessamos pelo caminho. Ao lado um café com mesas nas calçadas em final de tarde.

Vídeo: Buenos Aires à noite.

É difícil encontrar um turista brasileiro que ao chegar à capital portenha não queira ir direto à Calle Florida, rua que aparece na imagem ao lado. Esta via exclusiva de pedestres com cerca de dois quilômetros de extensão é um verdadeiro shopping ao ar livre, com lojas variadas, restaurantes, cafés, livrarias, lojas de música, roupas, escritórios, sorveterias, artistas de rua, camelôs expondo suas mercadorias (de boa qualidade, com ótimos preços e aceitando pagamento em reais). Mais do que divertida e atraente, a Calle Florida é um retrato da gente da cidade, e por isso uma experiência humana interessante.

Os principais bairros de Buenos Aires, além do centro, são Porto Madero, Recoleta, Plaza de Mayo, Palermo, San Telmo, La Boca e Belgrano, cada qual com suas características e atrações.

No centro destaca-se, além da Calle Florida, a calle Corrientes, tradicional avenida dos teatros, livrarias e cafés, de vida noturna sempre animada, onde as luzes nunca se apagavam. Ainda hoje ela permanece um nome mítico, impregnado da alma portenha. Na esquina da corrientes com 9 de Julho encontra-se o famoso obelisco, com 67 metros de altura, inaugurado em 1936 como parte dos festejos pelo quarto centenário de fundação da cidade.

Outros pontos marcantes da região central são a Plaza San Martin (extremidade norte da calle Florida - com seus gramados sempre freqüentados por quem procura um momento de descanso), a Torre dos Ingleses (doada pela comunidade britânica local) e a movimentada estação de trens Retiro (de onde partem os trens para Tigre, a 40 minutos de BA, e onde se pode fazer passeios fluviais pelo Rio da Prata). Visite ainda o "Monumento a los Caídos" (memorial aos mortos na guerra das ilhas Malvinas, contra a Inglaterra, em 1982).

Os salões de chá de Buenos Aires são uma das mais fortes tradições portenhas. Existem às centenas, em todas as partes da cidade, e você não pode deixar de visitar um deles. Elegantes, agradáveis e servindo diversos tipos de pãezinhos, medialunas e doces, eles são muito mais do que apenas salões de chá. São um ponto de reunião, bate-papos, namoros, extensão do trabalho, meditações solitárias, comemorações, e principalmente um retrato da alma portenha.

Nos cafés de Buenos Aires você pode pedir o que você quiser e ficar horas botando a conversa em dia, sem que os garçons fiquem importunando e querendo que você libere a mesa. Mais ou menos como em Paris, sabe?

O mais tradicional da cidade é o Café Tortoni, mas há uma infinidade de outros que nada ficam a dever, como a Confiteria London City (Av. de Mayo 599) ou o Gran Vitoria (Hipólito Yrigoyen 500, frente ao Cabildo). Você pode pedir o que quiser, desde cervejas até refrigerantes, mas com um clima frio cai melhor um café (cafê) com ou sem leite (letche) ou chá (tê), ou quem sabe um Chocolate Quente. 

Aqui vão alguns quitutes típicos locais, a título de sugestões do que pedir ao chegar num café: Medialunas (unanimidade nacional, pãezinhos ao estilo croissants, podem ser doces, salgados, recheados ou não, mas sempre deliciosos). Alfajores (velho conhecido dos brasileiros, massas com recheios diversos, sendo que o que tem recheio de doce de leite - dulce de leche - é o mais pedido. Podem vir com cobertura ou não). Empanadas (salgados com recheios diversos, preparados ao forno, como se fosse um pão de queijo, muito bons), Churros (recheios diversos), Picadas (seleções diversas, geralmente incluem presunto, queijos, salames, azeitonas, ovos cozidos, Sanduiches (recheios diversos, o de lomo - filé costuma ser divino). E na hora do Postre (sobremesa) peça uma torta ou um Helado (sorvete, experimente de todos, e no dia seguinte volte para experimentar os que não agüentou no primeiro dia. E por favor, deixe para pensar em dieta somente quando voltar ao Brasil. 

O metrô de Buenos Aires é um dos mais antigos do mundo e foi até mesmo o primeiro a ser inaugurado na América latina, em 1913. É eficiente, rápido e incrivelmente barato. Suas composições ligam o centro aos bairros periféricos (linhas A, B, C e D), ou tem sentido perpendicular às quatro linhas (linha E e H). Da última vez que estivemos na cidade o bilhete custava o equivalente a R$0,50. Ao lado, uma das entradas do metrô, situada no centro. Muitas outras estações são identificadas pela letra S (de Subte, como o metrô é chamado por aqui, pronúncia sútche).

Uma boa forma de explorar a cidade e embarcar numa das linhas do metrô, escolher o destino, e ao chegar lá simplesmente sair caminhando.

Vídeo: Metrô de Buenos Aires

Depois de percorrer o centro, o bairro da Recoleta é uma boa sugestão para dar seguimento à exploração de Buenos Aires. É uma das áreas mais bonitas da cidade, onde mansões e prédios residenciais de luxo se alternam ao longo de avenidas largas e arborizadas, como a Figueroa Alcorta. Uma caminhada por aqui saindo do centro vai lhe permitir conhecer o majestoso prédio da Universidade de Direito, a Praça das Nações Unidas (aproveite para conhecer a Floralis Genérica, monumento gigantesco em forma de pétalas, que tem movimentos e à noite um belo jogo de luzes), a sede e estúdios da Televisión Nacional Canal 7, diversas representações diplomáticas, o Palácio Alcorta e, dobrando à direita, na rua Jerônimo Salgueiro, chegar ao ótimo mall Paseo Alcorta, onde já se pode fazer umas comprinhas.

Se a tarde pertence aos cafés a noite pertence aos restaurantes. Como uma das principais metrópoles do mundo, Buenos Aires tem restaurantes para todos os gostos, mas o destaque da culinária portenha é a carne. Criado nas planícies dos pampas, o gado argentino não desenvolve músculos, por isso sua carne é extremamente macia e saborosa. As especialidades dos gaúchos (eles pronunciam gáutchos) argentinos são muitas, como o sempre lembrado Bife de Chorizo (contrafilé), acompanhado de Papas Fritas. Experimente o delicioso Asado de Tira (costelas), ou então o Bife de Lomo (filé mignon).

O Cochinillo (leitãozinho) é de saborear com os olhos fechados. As Morcillas (lingüiças) são divinas. Há ainda muito mais, Chinchulín, Rinõn, Colita de Cuadril, Vacío, Bondiola, Pechito de Cerdo... Alguns locais para se deliciar com a carne portenha são La Chacra (Córdoba 941), La Estancia (Lavaje 941), e o simpático El Palacio de la Papa Frita com mais de 50 anos de tradição. Na hora da sobremesa nossa pedida é quase sempre a mesma: Almendrado con Chocolate Caliente. Não conhece? Experimente que não vai se arrepender.

Os vinhos argentinos também são excelentes, mas se a gente fosse começar a falar neles agora o texto não ia caber nesta página, por isso não vamos falar nada, a não ser isto: São ótimos, baratos e dá vontade de levar caixas e caixas para casa. Não deixe de aproveitar a oportunidade para degustar alguns e com certeza vai descobrir que preço baixo por aqui não significa baixa qualidade. Já para quem não se incomoda de pagar um pouco mais... o céu é o limite.

Buenos Aires é um daqueles lugares em que você não precisa ir a determinado lugar para fazer turismo ou conhecer alguma coisa. Como é uma cidade grande, repleta de vida, coisas interessantes para ver ou fazer, um bom programa é simplesmente sair a caminhar pelas ruas, dobrando aqui e ali, à esquerda ou à direita e seguir indo, sem destino certo. Ao longo de uma caminhada destas pode-se apreciar diversos prédios em estilo clássico, verdadeiras obras de arte arquitetônica, como os da imagem ao lado, que nos fazem entender porque a cidade é considerada como a Europa da America do Sul.

Entre estas estão lojinhas de todo tipo, cafés, restaurantes, super mercados, mercadinhos, lojas de vinho, delicatessen, mais cafés, sapatarias, escritórios, mais cafés, docerias, e entre elas todas é impossível não encontrar um lugar que você vai adorar, oferecendo exatamente o que você procurava, por um preço inacreditavelmente bom, e de ótima qualidade. E pode estar certo que você será tratado com educação e gentileza onde entrar.

Foi numa destas caminhadas que descobrimos os sapatos do Oskar Calzados y Acessorios (Corrientes 1195), onde fomos atendidos pelo próprio dono (o Oskar), que além de nos mostrar modelos super bonitos e com couro de qualidade, tirou as medidas de nossos pés e as colocou no banco de dados de sua loja. Assim, na próxima vez que quisermos fazer uma encomenda, nem precisaremos ir lá pessoalmente, é só ligar. Detalhe: o custo dos calçados é cerca da metade do que é cobrado no Brasil.

Puerto Madero é outra dica turísticas certa. A região abrigava o porto da cidade, mas depois de submetido a um amplo projeto de revitalização transformou-se em concorrida atração turística, tanto entre moradores como entre turistas. Seus armazéns agora abrigam instalações de ensino, escritórios, restaurantes e bares. Mas o diferencial de Porto Madero é mesmo seu visual, com grandes galpões frente aos diques, guindastes, pontes, embarcações ancoradas, e do lado oposto do canal imensas torres empresariais e residenciais, formando um dos bairros mais valorizados de Buenos Aires. 

Em Porto Madero sugerimos visitar a histórica Fragata Sarmiento e também a Corbeta Uruguay e ainda a Puente de la Mujer. Depois escolha um restaurante para almoço ou jantar. Um dos mais badalados e com filas enormes na porta, principalmente aos domingos e feriados é o Siga la Vaca. Mas na última vez que estivemos lá ele estava tão cheio e a a fila era tão grande que decidimos almoçar em outro local.

Costuma despertar curiosidade nos turistas o amor - quase culto - que os portenhos demonstram a alguns personagens de sua história, como Eva Perón (Evita) e Carlos Gardel, cujas fotos estão presentes em diversos locais da cidade. Uma destas homenagens pode ser vista na estação de metrô Carlos Gardel, que tem as paredes decoradas por azulejos formando a imagem do rosto do famoso Cantante.

Carlos Gardel foi o mais famoso e importante compositor e cantor de tangos do país. Naturalizado argentino, trabalhou também no cinema. Elegante, namorador, simpático, bem vestido e dono de uma voz privilegiada, fascinava mulheres e despertava ciúmes nos homens, ao clássico estilo do amante latino. Se já era famoso em vida, sua morte súbita, num acidente aéreo em 1935, o transformou num ícone e o fez entrar em definitivo para a história.

Carlos Gardel teve dezenas de sucessos, entre os quais os filmes Las Luces de Buenos Aires, El día que me quieras e Tango Bar. Suas composições e gravações também se tornaram clássicos, como Por Una Cabeza, El día que me quieras e Mi Buenos Aires Querido (música de fundo desta página). Conheça um pouco mais sobre este mito visitando o Museo Casa Carlos Gardel (Jean Juares 735).

Nos domingos de verão, geralmente muito quentes, um dos programas preferidos pelo pessoal daqui é ir aos parques da cidade, que são muitos e bem tratados. Os principiais são o Bosque de Palermo, conhecido como Pulmão de Buenos Aires. Ao chegar lá não deixe de percorrer o trecho conhecido como Jardim Japonês, projetado por Yasuo Inomata e incorporando dezenas de espécies de árvores nativas do Japão, além de recantos que nos dão a impressão de estar passeando no oriente.

Muito bonito também é o Jardim Botânico da cidade, construído há mais de cem anos, e que conta com milhares de plantas de praticamente todas regiões do planeta. Na imagem ao lado um parque urbano da Recoleta.

Aos domingos, um programa imperdível é a Feira de San Telmo, no bairro de mesmo nome. A feira acontece numa praça central, a Plaza Dorrego, e o ambiente lembra uma mistura de feira de antiguidades, artesanato, concurso de fantasias e apresentação teatral. Tudo ao ritmo do tango. Deu para entender? Pois é, só vendo. São dezenas de quiosques oferecendo gramofones, pratarias, porcelanas, livros, cuias de chimarrão, vidros, móveis, trabalhos em couro, rodeadas por restaurantes e bares.

O diferencial de San Telmo é a forma como os feirantes de vestem, com fantasias de todas as cores e estilos, sendo que muitos assumem seus personagens e criam pequenas representações teatrais. Engraçado, surpreendente e criativo. Turistas adoram o clima e disputam o direito de fotografar e ser fotografados com os personagens de San Telmo. Vídeo: Feira de San Telmo

Duas quadras além da praça encontra-se o tradicional Mercado de San Telmo, que além de milhares de artigos interessantes, vende alguns dos melhores e mais baratos Alfajores de Buenos Aires.

Imagem do bairro de Caminito, um dos locais mais pitorescos da cidade, situado no bairro de La Boca, junto ao porto da cidade. A história deste bairro está muito ligada a imigração italiana e ao tango. Suas muitas casas coloridas, construídas com madeira retirada de navios dos imigrantes, hoje formam uma zona de pedestres, onde estão artesãos, pintores e músicos de rua. É um local que não pode deixar de ser visitado, e onde você vai encontrar centenas de produtos típicos, lembranças diversas e agradáveis bares e restaurantes, quase sempre lotados nos fins de semana.

Ainda por aqui aproveite para visitar o Museo Histórico de Cera de La Boca e a igreja Santuário Nuestra Señora Madre de los Inmigrantes. E interessados em futebol talvez gostem de visitar o estádio do Boca Juniors (um tipo de Flamengo dos Argentinos), conhecido como La Bombonera.

 

Na região conhecida como Plaza de Mayo situa-se a sede do governo federal, instalada na Casa Rosada. O prédio tem sido testemunha dos momentos mais importantes e dramáticos da história argentina, incluindo multidões que se reuniram para saudar Perón, ou pedir paz ao papa João Paulo II durante a guerra das Malvinas, para chorar por Evita Perón ou protestar contra as ditaduras. Tente estar por perto no momento em que for efetuada a troca da guarda, para fazer umas fotos do granadeiros marchando pelas ruas. Acontece diversas vezes por dia, geralmente a cada duas horas de intervalo.

Visite também o Museo de la Casa Rosada, que tem entrada gratuita e logo adiante a Catedral Metropolitana, onde pode-se conhecer a sepultura de San Martín, que entrou para a história como O Libertador das Americas. 

Na imagem ao lado o brasão argentino, situado num dos portões da Casa Rosada.

 

O prédio da foto ao lado não costuma ser lembrado nos guias turísticos, o que é uma grande injustiça, pois é uma das mais belas construções da cidade, além de visita muito interessante. O Palacio de Aguas Corrientes foi construído como central de abastecimento de água da cidade, há mais de cem anos, utilizando mármores, azulejos e cerâmicas importadas da Inglaterra e Bélgica. O projeto era tão luxuoso que recebeu diversas críticas na época, dizendo que era um absurdo gastar tanto numa obra que tinha por finalidade somente abastecer de água a população de Buenos Aires. Em seu interior funcionam o Museo del Patrimonio Histórico e o Archivo de Planos Domiciliarios, abertos para visitação pública. Desde 1989 o prédio ganhou o status de Monumento histórico nacional e não pode ser esquecido em sua visita à cidade (Avenida Córdoba 1950).

 

Falando agora de compras, merece destaque no centro da cidade o shopping conhecido Galerias Pacífico (esquina de Florida com Córdoba, imagem ao lado), prédio do início do século passado, totalmente reformado interna e externamente, e que agora abriga um dos mais elegantes centros comerciais da cidade.

Outro bom endereço para compras é o Shopping Abasto (metrô linha B, estação Carlos Gardel), o maior da cidade. São cinco andares, dozes cinemas e dezenas de bares e restaurantes. No setor de alimentação, não deixe de experimentar os deliciosos sorvetes do Freddo.

Visite ainda o Alto Palermo Shopping Mall (metrô linha D, estação Bulnes), considerado o shopping dos jovens por abrigar dezenas de lojas de moda alternativa. São sete andares, diversos cinemas e restaurantes.

 

Ao lado, imagem da praça situada frente ao prédio do Congreso de la Nación Argentina, prédio com cúpula majestosa, frente ao qual as manifestações são freqüentes. A pouca distância daqui, descendo pela Avenida de Mayo, chega-se ao prestigiado Teatro Colon, orgulho nacional, famoso pela acústica impecável e que oferece visitas guiadas todos os dias. E mais adiante, no número 825, situa-se o histórico Café Tortoni, mais antigo da cidade. Aqui, num ambiente agradável e elegante você poderá fazer um lanche ou refeição, enquanto observa as paredes decoradas com dezenas de fotos das celebridades que já estiveram no Tortoni, inclusive brasileiros como Tom Jobim e Vinício de Moraes. O Café Tortoni também apresenta shows de tango, sendo que os bilhetes para o show devem ser comprados em separado. E não desanime se encontrar uma fila na porta do café, pois a espera, quase sempre rápida, vale a pena.

Falando em tangos, na Argentina ele é considerado não somente um gênero musical, mas acima de tudo tradição e cultura, temperada com emoção e sensualidade. Para poder dizer que você esteve mesmo em Buenos Aires é essencial assistir um Show de Tango, pois ir a Buenos Aires e não assistir um destes espetáculos é como ir a Paris sem ver a Torre Eiffel, ou visitar o Rio sem conhecer o Pão de Açúcar.

Existem diversas casas de espetáculos apresentando shows de tango, com estilos diferentes, alguns fiéis ao gênero clássico e purista, outros incorporando inovações e ousadia. Seja qual for o estilo, todos contam com orquestras ao vivo, músicos, cantores e dançarinos excelentes. Muitas destas casas de espetáculo oferecem a opção de jantar incluído no preço. Os shows não são muito baratos, é verdade, mas são maravilhosos e inesquecíveis. Dentre os mais procurados destacam-se os shows do pioneiro Viejo Almacén e do inovador Señor Tango. Muito prestigiados são também os shows do Tango Portenho, La Ventana, Esquina Homero Manzi, El Querandi e Madero Tango.

Ao mesmo tempo o Tango também pode ser encontrado em praticamente qualquer lugar da cidade onde houver turistas, como no calçadão da Calle Florida (centro), Caminito (La Boca), ou na Feira de San Telmo (aos domingos, no La Boca). Video: Tango na rua.

No dia seguinte vamos continuar a caminhada pelo extremo oposto da Plaza de Mayo, onde situa-se o prédio histórico do Cabildo (imagem ao lado). Construído no início do século 17, o Cabildo desempenhou a função de sede administrativa do Reino de España em Buenos Aires, transformado em 1776 no Vice Reinado do Rio de la Plata. Quando estourou a revolução que levou à independência da Argentina, conhecida como Revolución de Mayo de 1810, o Cabildo passou a abrigar a Primeira Junta, órgão do governo revolucionário. No interior do prédio funciona o Museo Nacional del Cabildo y la Revolución de Mayo, aberto à visitação, onde podem ser apreciados quadros, jóias, documentos históricos e artefatos diversos relacionados à história e independência Argentina.

 

De volta ao bairro de Recoleta não deixe de visitar a avenida Alvear (onde ficam as badaladas lojas de grife), o Museu Nacional de Belas Artes (com obras de Goya, Manet, Van Gogh e artistas locais, como Pueyrredón e Malharro), e o cultuado Cemitério de la Recoleta (onde estão sepultados diversos heróis e grande vultos da história Argentina, sendo a mais visitada a de Eva Perón. Evita foi casada com o presidente Juan Perón, e sua luta pelos pobres do país fez com que ela fosse adorada por toda nação. Faleceu com apenas 33 anos, e muitos na Argentina a consideram verdadeira santa. 

Ao lado, avenida residencial do bairro de Palermo, vizinho à Recoleta.

Origem do nome Argentina: Para transportar do interior do continente até o oceano atlântico as riquezas e a prata destinadas à Espanha, a principal via utilizada era o rio que hoje delimita trechos da fronteira entre Argentina e Uruguai. Por ser o caminho natural destas riquezas o rio ganhou o nome de “Rio da Prata”. No idioma grego a palavra que designa prata é “Argentum”. E como os espanhóis consideravam aquelas terras ricas em pratarias, as mesmas ganharam o nome de “Terra da Prata”, em grego “Argentina”.

Dica de translado entre Argentina e Uruguai: Muita gente faz a ligação entre Montevidéu e Buenos Aires via fluvial pelo Buquebus. Esta empresa oferece ligação entre o Uruguai (cidades de Montevidéu e Colônia) e Buenos Aires. Pode-se ir de ônibus até Colonia e de lá pegar o barco até Buenos Aires, ou então atravessar direto entre as duas capitais. Fizemos este trajeto ao partir e recomendamos o serviço. As embarcações são modernas e confortáveis e dispõem de bar e duty free a bordo. Mas a bordo não são aceitos pesos uruguaios nem cartões de crédito. Somente pesos argentinos e dólares. Bilhetes podem ser comprados pelo site ou no próprio local de embarque, o terminal Buquebus, situado no porto, quase em frente ao Mercado del Puerto. Mais detalhes no site da empresa: Buquebus

Vídeo: Buquebus / travessia para Buenos Aires

Para finalizar o passeio a Buenos Aires nossa última sugestão é passar um dia em Tigre, localidade situada às margens do Rio da Prata. Esta é uma região exclusiva, com belas residências, ilhas, reservas florestais e a melhor forma de percorrer o arquipélago é a bordo das embarcações que partem do ancoradouro turístico de Tigre. Lá você poderá escolher a excursão de sua preferência, oferecidas com durações e itinerários diversos, algumas com almoço incluído no passeio. Tigre fica a menos de uma hora de trem de Buenos Aires, e as composições partem a toda hora da Estacion Retiro, próxima ao centro da cidade.

Se no futebol Brasil e Argentina serão eternos rivais, as diferenças são sempre esquecidas quando o assunto é turismo e diversão. A verdade é que temos muitas coisas em comum em nossas histórias e tradições. Brasil e Argentina são como aqueles dois vizinhos que vivem batendo boca sobre futebol, discutem por qualquer motivo, mas que no fundo não sabem e nem conseguem viver um sem o outro.

Veja diversas fotos em alta resolução de Buenos Aires

 

A música desta página é o tango Mi Buenos Aires Querido, de Carlos Gardel. Para interromper sua execução clique em X (parar)

Mi Buenos Aires querido,
cuando yo te vuelva a ver,
no habrá más penas ni olvido.

El farolito de la calle en que nací
fue el centinela de mis promesas de amor,
bajo su inquieta lucecita yo la vi
a mi pebeta luminosa como un sol.

Hoy que la suerte quiere que te vuelva a ver,
ciudad porteña de mi único querer,
oigo la queja de un bandoneón,
dentro del pecho pide rienda el corazón.

Mi Buenos Aires, tierra florida
donde mi vida terminaré.
Bajo tu amparo no hay desengaño
vuelan los años, se olvida el dolor

En caravana los recuerdos pasan
como una estela dulce de emoción,
quiero que sepas que al evocarte
se van las penas del corazón.

Las ventanitas de mis calles de Arrabal,
donde sonríe una muchachita en flor;
quiero de nuevo yo volver a contemplar
aquellos ojos que acarician al mirar.

En la cortada más maleva una canción,
dice su ruego de coraje y de pasión;
una promesa y un suspirar
borró una lágrima de pena aquel cantar.

Mi Buenos Aires querido.
cuando yo te vuelva a ver.
no habrá más penas ni olvido.

 
Carlos Gardel, Evita e Maradona