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Saint Louis, a porta de entrada do oeste. Foi desta cidade, talvez mais do que de qualquer outra, que saíram centenas daquelas caravanas tão vistas em filmes westerns, enfrentando índios e outras adversidades, para colonizar as distantes terras do oeste americano. E foi para simbolizar este portão de entrada do oeste que a cidade decidiu construir o que passaria a ser o seu principal símbolo: O Gateway Arch, um imenso arco de concreto e aço, com altura equivalente a um prédio de 65 andares. Ele dá as boas vindas a todos que chegam a Saint Louis, e homenageia todos que dela partiram rumo ao desconhecido.

   

Por duas vezes visitamos Saint Louis, e quando chegávamos, era difícil não ficar empolgados com a visão do grande arco se aproximando. Além de ser um marco histórico, a construção do Gateway Arch serviu ainda para revitalizar a área central de Saint Louis, até então meio degradada. Em seu entorno foi construído também um belo parque e um ancoradouro de onde partem embarcações turísticas para cruzeiros rápidos pelo rio Mississipi, que banha a cidade. E ainda melhor que ver os arcos de baixo é ir até lá encima, no mirante de observação, de onde foi feita a imagem ao lado, mostrando o prédio da Old Courthouse (cúpula verde) e mais além a Kiener Plaza.

 

Ao lado, imagem do prédio histórico conhecido como OId Courthouse, e o Gateway Arch ao fundo. A inauguração do arco, em 1965, dotou a cidade de um símbolo diferente de tudo que já havia sido feito. Sim, porque existem por ai muitas torres, obeliscos e estátuas, mas nada igual a esta construção, e principalmente, com este tamanho. A ideia surgiu graças à engenhosidade de Eero Saarinen, um arquiteto visionário. Curiosamente, se o arco tornou-se o principal símbolo de Saint Louis, ao mesmo tempo eclipsou todas as outras atrações que a cidade tem. Todo muito passou a ir lá para ver o arco e pronto, nada mais. Por esta razão, grande parte da propaganda turística da cidade alardeira que há muito mais para conhecer em Saint Louis do que apenas seu arco, o que é contatamos, é verdade.

 

Apouca distância do prédio da Old Courthouse situa-se outro ícone da cidade, o estádio do time de baiseball Saint Louis Cardinals, uma unanimidade local. Como se sabe,baiseball é uma paixão nacional por aqui, e o time do St Louis Cardinals tem um torcida imensa, em todo o país. Sugerimos começar avistia à cidade por esta região, pois quase todos os principais monumentos estão nas proximidades. Aproveite para conhecer também, a uma curta caminhada, a Basílica de St. Louis Rei da França, conhecida como Old Cathedral, mais antiga catedral do lado oeste do país, e onde foi celebrada a primeira missa da cidade, em 1764.

 

As melhores áreas para compras na cidade estão ao longo da Avenida Lindbergh, onde ficam as grandes lojas, como Target e Best Buy. Os maiores shoppings da cidade são The Mills, Chesterfield Mall, Saint Louis Galleria, Plaza Frontenac e West County Center. Ao lado, trecho central de Saint Louis.

 

Outro passeio imperdível para quem visita Saint Louis é fazer um cruzeiro répido pelo rio Mississippi, que banha a cidade. Existem diversas embarcações turísticas que fazem roteiros de uma hora pelo rio, e o ponto de embarque é em frente ao Gateway Arch. A foto ao lado foi feita a bordo do Becky Tatcher, um pouco antes de passarmos sob a ponte ferroviária que faz a ligação entre os estados de Missouri e Illinois.

 

A partir de 1850 começou nos Estados Unidos uma febre de construções de linhas férreas, e Saint Louis, devido à sua posição privilegiada no centro do país, logo transformou-se num ponto vital do novo meio de transporte, o mais importante hub ferroviário do país. Inevitável então lembrar daqueles filmes antigos, onde o herói partia para a guerra e deixava a mocinha abanando, com lágrimas nos olhos enquanto o trem lentamente se afastava

Muitos destes filmes recriavam a Saint Louis Union Station, na foto ao lado. Construída em 1894, ela foi a maior, mais central e movimentada estação de trens dos Estados Unidos, e equivalia na época, a um grande aeroporto de nossos dias. Com o declínio dos trens como transporte de massa ela perdeu sua importância e quase foi demolida. Mas felizmente prevaleceu o bom senso, e graças à sua importância histórica o prédio foi reformado e transformado numa mistura de revival dos anos 40 com shopping do século 21. Hoje lá estão diversas lojas e restaurantes, num ambiente que preserva parte do luxo e requinte das estações de trem da época.

 

Mais uma foto clicada ao lado do Gateway Arch. Todos os caminhos turísticos em St Louis levam a este lugar, gostem eles ou não. A áreaadjacente ao arco forma o Jefferson National Expansion Memorial Park, sendo que a base do monumento uma larga escadaria conduz ao subsoloonde turistas encontram, surpresos, muito mais coisa para ver. Sob os gramados tranquilos e áreas cimentadas do parque existe um conjunto de atrações relacionadas a este projeto revolucionário, contando a história da conquista do este. No lugar há dois cinemas, sendo um no formato IMAX, onde são apresentados filmes contando a história da construção do arco e da conquista do oeste americano. Também lá se encontra o Museum of Westward Expansion e bonecos animatrônicos (como nos parque Disney) representando índios e outras personagens da época, que se movimentam e contam histórias. Crianças adoram.

É do subsolo também que partem as minúsculas cabines, uma mistura de elevador com bondinho, que levam os visitantes até a parte de cima do arco, onde há um salão com pequenas janelas (não aparecem na foto ao lado) de onde se tem uma visão completa de St Louis e mais além, os estados de Missouri e Illinois. A pouca distância daqui acontece a confluência dos rios Missouri e Mississippi, que atravessam o pais de norte a sul.

 

Ao lado, uma foto que fizemos no alto do Gateway Arch, no salão fechado que funciona como mirante de observação. Os retângulos iluminados são as janelinhas de onde pode se ver a cidade de cima. O local tem janelas voltadas para o lado da cidade (estado de Missouri) e para o lado do rio, além do qual já é território do estado de Illinois. A cabine do bondinho é antiga, de madeira, faz barulho e não se vê nada durante o trajeto de subida, que leva cerca um minuto. Pouco recomendável para quem não gosta de lugares apertados. Mas se você não tem problemas com isto não perca a oportunidade de subir ao topo do monumento, e melhor ainda, ver a cidade de cima. A vista é incrível. A subida é feita por uma perna do arco e a descida pela outra.

 

Outra imagem feita a partir do mirante de observação do Gateway Arch, e dá uma boa panorâmica do centro de Saint Louis, mostrando os prédios comerciais e alguns hoteis de luxo do centro. Quem estiver interessado em conhecer um pouco mais sobre a história desta parte do país pode ir depois ao Missouri History Museum, que traça um bom perfil da colonização do estado e do seu crescimento como pólo comercial e industrial. E quem aprecia áreas verdes com certeza vai gostar do Forest Park, um dos maiores parques urbanos do país, onde está o zoológico da cidade, um centro de ciências, museu histórico e pistas de patinação e skate.

 

Sim, existem outros pgramas em St Louis além de visitar o Grande Arco. Algumas sugestões: Vá ao parque Six Flags Saint Louis (situado em Eureka), onde estão imensas montanhas russas, ou a Aquatic Center, situado na Whitelaw Ave (em Wood River, Illinois), que tem piscinas, tobogãs e todo tipo de brinquedos aquáticos. Ou quem sabe vá conhecer a Anheuser-Busch Brewery, famosa cervejaria e que organiza tours por suas instalações e depois aproveite para visitar Griot Museum of Black History, museu dedicado à memória dos grandes nomes da cultura afro-americana.

Inevitável falar em Saint Louis sem lembrar de Charles Lindbergh, o famoso aviador americano que conseguiu, pela primeira vez, fazer um vôo transatlântico e sem escalas sobre o Oceano Atlântico e virou celebridade global. Foi de Saint Louis que ele decolou, sozinho, num pequeno avisão carregado de combustível para seu vôo histórico. E seu avião chamava-se Spirit of Saint Louis, como forma de homenagem aos desbravadores que também partiram de St. Louis para conquistar o oeste do país. Muito naturalmente, o nome de Lindbergh é muito lembrado na cidade, em todo lugar, inclusive em uma de suas principais avenidas.

Saint Louis é uma cidade grande e uma boa forma de ter uma boa visão de seus diferente bairros é percorrer a avenida Lindbergh (Lãmber, como pronunciamr aqui), que praticamente faz o contorno completo da cidade. Um dos trechos mais bonitos da cidade fica no lado oeste, próximo ao shopping Saint Louis Galleria. Lá estão algumas das melhores lojas da cidade e belas residências construídas em estilo clássico. Outro ponto que vale a pena ser visitado é o Saint Louis Art Museum, prédio construído em 1904 por ocasião da feira mundial realizada na cidade. Lá estão mais de cem galerias com peças da renascença, e objetos de civilizações asiáticas, egípcias e indígenas.

Outra curiosidade: A cidade de Saint Louis foi fundada pelos franceses, quando eles ainda eram os proprietários destas terras. Os fundadores foram Pierre Laclède e Auguste Chouteau, em 1764, que nomearam o novo lugar em honra a Luiz IX, rei da França durante grande parte do século 13, e que iria entrar para a história com o nome de São Luis. Muito mais tarde, todo território da Luisiana foi comprado pelos americanos, mas o nome da cidade permaneceu inalterado.

 

Por duas vezes estivemos em Saint Louis, e com toda sinceridade, temos vontade de voltar lá novamente. Não tanto por causa do arco, que embora seja único, já foi suficientemente visitado. Mas o que nos agradou mais na cidade foi que ela tem algo de diferente, que não sentimos em outros lugares da America. Talvez por estar situada às margens do poderoso Mississippi, ou por ter um clima agradável, ou ainda por seus pores de sol coloridos refletidos nas águas do rio, ela é um lugar acima de tudo simpático e que dificilmente é esquecida por quem tem a oportunidade de conhecê-la.

 

 

A música desta página é Meet me in Saint Louis, gravada por Judy Garland. Para interromper sua execução clique em X (parar).

When Louis came home to the flat,
He hung up his coat and his hat,
He gazed all around, but no wifey he found,
So he said "where can Flossie be at?"
A note on the table he spied,
He read it just once, then he cried.
It ran, "Louis dear, it's too slow for for me hear,
So I think I will go for a ride.
Meet me in St. Louis, Louis,
Meet me at the fair,
Don't tell me the lights are shining
any place but there;
We will dance the Hoochee Koochee,
I will be your tootsie wootsie,
If you will meet in St. Louis, Louis,
Meet me at the fair.
 


Saint Louis Cardinals