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Washington

 

 

 





 

 

 

 

Para quem imagina que, ao chegar à capital dos Estados Unidos, vai encontrar somente uma cidade impessoal e fria, repleta de políticos e burocratas, as primeiras imagens podem surpreender. À medida que nosso avião se aproximava do Ronald Reagan Washington National Airport - situado quase no centro - a cidade já se revelava algo muito especial e podia-se ver que o conjunto de prédios, gramados e monumentos formavam um conjunto harmonioso e suave. Banhada pelo rio Potomac, a aparência da capital dos Estados Unidos está a altura da importância que tem para o país: Seu centro de decisões. É uma cidade onde se vê gente de todos os lugares do mundo pelas ruas, com horizontes amplos e que sabe impressionar bem aos recém chegados.

   

Mesmo já tendo visitado os Estados Unidos outras vezes, Washington DC nunca tinha nos atraído muito, e por isso foi como que deixada para trás durante muito tempo. Relatos de conhecidos dizendo que era uma cidade burocrática e sem vida fizeram a gente relegar a um segundo plano a viagem para cá por um bom tempo. Logo que chegamos, no entanto, começamos a desconfiar que aqueles relatos estavam equivocados. O resultado foi que gostamos tanto que já estivemos na cidade três vezes, e sentimos que ainda há muito para ser visto e explorado por lá. Em todas estas oportunidades ficamos hospedados no mesmo hotel, situado na Columbia Pike, avenida de Arlington, ao sul do rio Potomac. É uma região agradável, com grande diversidade de restaurantes, trânsito calmo, estacionamentos diversos e grátis (algo inexistente no centro de Washington, onde as vagas são limitadas e/ou caras) e comércio variado. Ao lado, uma imagem deste nosso hotel, com suas tulipas do canteiro da frente.  

Vídeos feitos em Arlington: Air Force Memorial e Columbia Pike

Como centro de decisões do país, tanto político como militar, a capital do país reflete estes elementos de forma inequívoca, tanto que a primeira coisa que salta aos olhos dos visitantes é a atenção dada à segurança. Policiais de várias forças, em diferentes uniformes, carros de patrulha circulando em todos os lugares e áreas com trânsito restrito ou estacionamento interditado deixam claro que por aqui segurança é um assunto prioritário. No entanto, não pense que este aparato atrapalha ou de alguma forma interfere no dia a dia da cidade e de seus visitantes, pois tudo parece funcionar a contento, sem filas, atropelos ou confusões, além de fornecer uma agradável e bem vinda sensação de segurança para os turistas. 

Circulando pelo centro, o que prevalece são os prédios limpos e branquinhos, não se vê lixo pelas ruas, nem semáforos queimados. As travessias de pedestres são impecavelmente pintadas e bem conservadas e carrões novos e reluzentes circulam em todas as direções. Nas calçadas o que se vê são muitos homens de paletó e gravata, mulheres bem vestidas, grupos diplomáticos de países diversos conversando em línguas para nós incompreensíveis e grupos de estudantes e turistas abarrotando as principais atrações da cidade. Nota-se que Washington circulam pessoas influentes e com muito dinheiro e que a capital do país leva muito a sério sua condição de vitrine da América.

Como administrativamente Washington é um lugar pequeno, na prática é comum muita gente morar em municípios vizinhos, como Alexandria, Bethesda ou Fairfax e trabalhar na capital do país, sendo que grande parte destas pessoas são funcionários públicos, como seria de se esperar numa cidade onde estão situadas diversas agências e escritórios governamentais. Para um turista com pouco tempo, escolher que direção tomar e o que visitar primeiro pode ser um problema, pois há muito para ser apreciado em Washington.

O centro político, cultural e administrativo da cidade situa-se em volta da região conhecida como Mall (primeira foto desta página). No entorno deste grande gramado central situam-se locais históricos diversos e conhecidos monumentos como o obelisco homenageando George Washington, o Lincoln Monument, Jefferson Memorial e ainda o prédio do Congresso (The Capitol), Casa Branca, Suprema Corte, Livraria do Congresso, entre outros. Também aqui está o conjunto conhecido como Smithsonian Institution, que engloba dezenove museus e diversos centros de pesquisa. Dentro este impressionante complexo cultural destacam-se os excelentes Air and Space Museum, Natural History Museum, American History Museum, American Indian Museum e Portrait Gallery, todos eles merecedores de visitas demoradas, na medida do possível.

O melhor ponto comercial da cidade, próximo à região central situa-se ao sul do rio Potomac, em Arlington, é o Pentagon City Mall. Outros bons malls nos arredores são o Tysons Corner Shopping Center, Westfield Montgomery, Fair Oaks Mall,.

Ao lado, o Jefferson Memorial, construído em homenagem ao presidente Thomas Jefferson. O memorial é uma autêntica aula de história, e é impossível sair de lá sem admiração por aquele homem. Mais do que apenas um presidente, Jefferson foi um verdadeiro iluminado e suas idéias a respeito da importância do saber e da educação na construção da liberdade de uma nação e de seu povo permanecem atuais e poderiam servir de exemplo para muitos políticos de nossos dias. Por trás das colunas da fachada do monumento está uma grande estátua em mármore negro de Thomas Jefferson. No subsolo do memorial há exposições audiovisuais, que contam um pouco de sua vida.

O Jefferson Memorial está situado num dos recantos mais bonitos da cidade, entre o rio Potomac e o lago conhecido como Tidal Basin. A região é muito freqüentada especialmente durante os meses quentes de verão quando famílias inteiras vem caminhar, andar de bicicleta ou simplesmente se refrescar sob as árvores.

Um dos pontos mais famosos de Washington é o prédio do Congresso, ou Capitol, como é conhecido. Erguido no alto de uma suave colina (Capitol Hill), ele está situado de frente para os gramados do Mall e para a Pennsylvania Avenue, a principal via de Washington. O imponente prédio é famoso não só pelo que representa para as instituições do país, mas também graças à sua inspirada arquitetura, cujo ponto de maior destaque é a grande cúpula circundada por uma colunata.

Na imagem ao lado aparece a fachada oeste do prédio, mas visitantes devem se dirigir à entrada leste, onde situa-se o centro de informações turísticas, no subsolo. Também é na fachada leste do prédio onde é feito o juramento presidencial, no dia da posse.

Depois de visitar o congresso siga a pé pela Pennsylvania Avenue na direção da Casa Branca, refazendo o mesmo trajeto seguido pelos novos presidentes em seus desfiles de posse. Ao longo deste percurso de menos de três quilômetros você vai poder apreciar a bela arquitetura desta parte da cidade, prédios imponentes, diversos escritórios governamentais, hotéis elegantes, o histórico prédio do Old Post Office Pavilion (aproveite para subir na torre deste antigo centro postal para ter uma vista ótima de Washington), chegando então ao largo onde situa-se o National Theatre e o Pershing Park. Logo à frente você verá os jardins do parque conhecido com o The Ellipse e à direita você verá o prédio da Casa Branca. 

 

A Casa Branca, na imagem ao lado, é a residência mais famosa do país, pois é aqui que mora o presidente dos Estados Unidos. Se você pretende conhecer seu interior saiba que isto não será muito fácil, já que a solicitação para a visita deve ser apresentada através de um membro do congresso americano, com seis meses de antecedência, e mesmo assim estão sujeitos à outras restrições... No entanto, se isto serve de consolo, é possível chegar perto do prédio e fotografá-lo através das grades de ferro, sob o olhar atento e permanente de dezenas de guardas e militares fortemente armados. Mesmo assim o local está sempre cheio de turistas, posando para fotos com a White House ao fundo.

Todos os presidentes americanos moraram na Casa Branca, sendo a única exceção George Washington, o primeiro presidente, pois ela ainda não havia sido construída. A obra foi executada entre 1792 e 1800, como parte do projeto de construção da nova capital. O complexo da Casa Branca tem seis andares e inclui a residência oficial (onde mora a família Obama), a West Wing (onde situam-se, entre outros, o gabinete do presidente, conhecido como Oval Office e também o Cabinet Room e a Roosevelt Room), a East Wind (gabinete da primeira dama e outros) e o Old Executive Office Building (gabinetes diversos, inclusive do vice-presidente).

Da primeira vez que tentamos estacionar no centro de Washington levamos quase uma hora para compreender onde é e onde não é permitido estacionar. Diversas ruas centrais tem sinalização indicando estacionamento exclusivos para funcionários ou políticos ou servidores diplomáticos. Placas de estacionamento anunciando preços em torno de $20 por hora não nos seduziam e vagas com parquímetros estavam quase sempre ocupadas. Foi somente depois de muito rodar que, meio por acaso chegamos à esta parte da cidade, à leste de Capitol Hill, e a surpresa foi total. A poucos metros do moderno centro da cidade, parece existir uma outra cidade, com típicas mansões vitorianas do século passado, ruas arborizadas e um aspecto de cidade do interior.

Para quem não está de carro, uma boa forma de ver a cidade é pegando um dos diversos ônibus turísticos que circulam pela cidade, fantasiados de bonde ou até mesmo barco. Uma das linhas, conhecidas como Tourmobile, faz 25 paradas nos principais pontos do centro e vão até Arlington, do outro lado do rio. Na verdade, mesmo que você esteja de carro é preferível deixá-lo estacionado e fazer o roteiro a pé ou num Tourmobile, já que dificilmente você encontrará uma vaga para estacionar próximo a cada um dos locais que pretende visitar. A única exceção é aos sábados e domingos, quando o centro da cidade fica bem menos movimentado e é mais fácil encontrar lugar para estacionar.

Outra visita imperdível em Washington é ao Lincoln Memorial. Lincoln, ainda hoje, o personagem político mais cultuado da história americana. Lincoln foi um dos grandes pensadores do país, defensor ferrenho dos ideais democráticos e da igualdade entre os homens e também o responsável pela manutenção da unidade de um país separado pela guerra civil. O Lincoln Memorial, na imagem ao lado, foi erguido em memória ao mítico presidente e continua como uma das construções mais visitadas e imponentes de Washington. Com arquitetura inspirada nos templos gregos e rodeados por impecáveis gramados verdes, o monumento costuma ficar lotado de visitantes, principalmente durante a época de férias de verão, quando muitos estudantes vem conhecê-lo.

A primeira visão que turistas tem ao entrar no Lincoln Memorial é da imensa estátua do presidente sentado num tipo de trono, em proporções semelhantes ao que ele representa para a história dos Estados Unidos. A imensa estátua costuma aparecer nos filmes de Hollywood quase toda vez que Washington é mostrada, e acabou se transformando num dos ícones da cidade.

Bem próximo aos monumentos referidos acima visite também o FDR Memorial, situado na West Basin Drive 1850, uma homenagem ao presidente dos Estados Unidos durante a 2a guerra, Franklin D. Roosevelt. Nele há jardins, cascatas e lagos muito bonitos. Este foi o primeiro memorial da cidade totalmente construído de forma a poder ser acessado por pessoas em cadeiras de rodas, pois, como se sabe, Franklin Roosevelt não podia caminhar.

Não deixe de conhecer a maior biblioteca do mundo, onde estão publicações em mais de quatrocentas línguas, manuscritos, livros raros, vídeos, mapas e até mesmo gravações históricas. Isto tudo até aberto à visitação na Library of Congress, situada na Independence Ave, um verdadeiro tesouro histórico.

Gosta de notícias, vídeos e interatividade? Neste caso é imperdível o Newseum, um revolucionário conceito de museu, onde se pode ter notícias, imagens e vídeos em tempo real de tudo que está acontecendo no mundo, e também dos fatos históricos ocorridos nos últimos séculos.

 

De todos os muitos museus de Washington, um dos que mais impressiona seus visitantes é o National Air and Space Museum, imperdível para quem gosta de aviões, foguetes, cápsulas espaciais e assuntos correlatos. Além de grandes salões com aviões autênticos de várias épocas (foto ao lado) lá estão também as pioneiras cápsulas espaciais Mercury, Gemini, Apollo, mísseis, foguetes etc. O museu também tem cinema, experimentos interativos e restaurantes fast-food.

Depois que visitar o museu siga pela Independence Av na direção ao obelisco de Washington. Por aqui costumam estar a venda lembranças turísticas, como camisetas, imãs de geladeiras e outros artigos interessantes, a preços bem mais em conta que nos shoppings ou lojas da cidade.

 

Ao lado, imagem feita frente ao prédio do Pentágono, onde as grandes decisões militares do país são feitas. Como em nossa primeira visita à cidade nos hospedamos num hotel a pouca distancia daqui, decidimos tirar uma manhã para visitar o lugar, pois sabíamos que parte das instalações é aberta para visitas públicas.  Era manhã de um domingo, 9 de setembro de 2001. Infelizmente não pudemos visitar o interior do prédio, pois somente ao chegarmos lá descobrimos que não havia visitas guiadas nos finais de semana e o local estava praticamente deserto. Mesmo assim caminhamos calmamente pela área em torno do prédio, fizemos várias fotos e depois entramos em nosso carro e fomos passear em outro local da cidade.

Washington foi nossa parada inicial nos Estados Unidos da primeira vez que visitamos a cidade e estávamos lá há poucos dias. Menos de 48 horas depois de nossa visita, na manhã do 11 de setembro, aconteceram os ataques terroristas ao país. Incrédulos, vimos pela TV o ataque às torres gêmeas, quando de repente a imagem passou de New York para Washington, e começou a mostrar ao vivo o Pentágono em chamas, enquanto o repórter, se esforçando para conter o pânico, repetia: What's next? Apesar da pouca distância de nosso hotel, estranhamente não ouvimos o barulho do impacto do avião contra o prédio. Em pouco tempo, sirenes de todos os tipos eram ouvidas, e ambulâncias e carros de bombeiros dirigiam-se freneticamente na direção do Pentágono.

Naquele momento ficou claro que o país estava sendo atacado, e ninguém ainda poderia dizer quais seriam os próximos alvos, nem a extensão do ataque. Subitamente vimos o que pretendíamos serem férias tranqüilas transformadas num filme de terror. E nós estávamos bem no meio dele!

Washington foi isolada, colocada em situação de emergência nacional e um confuso esquema de evacuação foi posto em prática, enquanto todos os canais de TV mostravam ao vivo pessoas nervosas e sem informações, se queixando que caminhavam em círculos sem conseguir sair do centro nem chegar a lugar algum. Nenhuma informação era exata, ninguém sabia de nada e tudo era medo, incertezas e boatos. Lojas, escritórios, escolas e atrações turísticas foram fechadas. O trânsito não andava e os celulares não funcionavam.

A TV informava que o presidente estava sendo levado às pressas para um abrigo secreto, à prova de bombas nucleares. No rádio os locutores repetiam a mesma pergunta: What's next? (o que vai acontecer a seguir?). Embora não dito com todas as letras, era evidente que todos esperavam novos ataques à capital do país, ainda mais devastadores. O filme de terror não era filme, era real. Nossos planos turísticos para aquele ano estavam indo por água abaixo, ou talvez mesmo até mais do que isso - nossas vidas - estivessem ameaçadas.

Decidimos que o melhor seria nos afastarmos de Washington. Pegamos o carro e fomos para uns 30 km ao sul, a pretexto de passar o dia num mall. Mas foi inútil, pois ao chegarmos lá ele também estava fechando. O medo e os boatos se espalhavam rapidamente. Uma vendedora da Toys'R'Us nos disse que o rádio tinha acabado de noticiar o ataque de um navio russo contra um destroyer americano no Pacífico (o que nunca aconteceu), enquanto na JCPenney nos informaram sobre um grande ataque terrorista a pouca distância do mall em que estávamos (também era informação falsa).

No final da tarde, com a situação um pouco mais calma, decidimos que podíamos voltar à cidade, o que não foi fácil, pois muitas estradas que levavam ao nosso hotel tinham sido interditadas, e tivemos que dar muitas voltas para conseguir chegar ao Days Inn. À noite, depois de muitas considerações e até mesmo por falta de alternativas - todos os vôos no país haviam sido suspensos por prazo indeterminado - decidimos que o melhor a fazer era seguir nosso roteiro original rumo a Las Vegas. Com certeza aquele havia sido um dos dias mais angustiantes de nossas vidas.

Sim, é um cemitério, mas na verdade ele lembra muito mais um parque ou um memorial. Quem não tem problemas com este tipo de coisa pode tirar uma hora ou duas para conhecer o Arlington National Cemetery, que homenageia vultos importantes da história americana. Lá estão as sepulturas do presidente John Kennedy, do soldado desconhecido, de antigos escravos que lutaram na guerra civil, um memorial em homenagem aos astronautas do ônibus espacial Challenger Space Shuttle e muitos outros. O mais visitado monumento de Arlington é O Iwo Jima Memorial, representando o momento em que fuzileiros navais conseguiram içar a bandeira americana na ilha de Iwo Jima, uma pedregosa ilhota no meio do Oceano Pacífico, essencial para a vitória dos aliados. Talvez você já tenha assistido aos dois filmes de Clint Eastwood que contam esta história, Letters from Iwo Jima e Flags of Our Fathers.
Vídeo: Iwo Jima Memorial.

Como é imenso, percorrer a pé os parques do Arlington National Cemetery requer boas pernas, mesmo porque o cemitério situa-se sobre diversas colinas. Quem desejar, pode conhecer os principais pontos do parque a bordo do trenzinho turístico, que num passeio de cerca de 40 minutos circula por entre os principais monumentos, dando informações diversas sobre o local. Todo militar morto em ação tem direito de ser sepultado neste local, além daqueles que tenham se destacado no serviço ao país. É difícil não sentir tristeza quando vemos as milhares de lápides brancas cobrindo os gramados, e nos perguntamos quando deixarão de existir tantas guerras no mundo. Vídeo: Arlington National Cemetery.

Ao lado, imagem da Pennsylvania Avenue, com o prédio do Congresso ao fundo. Observe a demarcações impecável das faixas de trânsito, a ausência de qualquer papel ou lixo nas ruas e a pavimentação impecável, sem buracos. Além disto não vimos sequer um sinal de trânsito com luzes queimadas. Todos os ônibus são acessíveis por cadeirantes e pessoas com limitações físicas. Caminhar pelas ruas da capital do país dá a impressão de se estar assistindo a um perfeito espetáculo de dança ou peça teatral, onde todos os integrantes do grupo sabem perfeitamente a parte que devem fazer, onde e quando, e todos cumprem sua parte. Até mesmo os engarrafamentos das horas de rush são civilizados e não se ouve ninguém buzinar. Se existem estresses em Washington - e devem existir muitos - eles com certeza não são causados pelo trânsito.
Vídeo: Pennsylvania Avenue

Uma forma alternativa de ver a capital é navegando. Diversas companhias, como a Potomac Riverboat Cruises, oferecem cruzeiros pelo rio Potomac. Duram em média 90 minutos e os preços são razoáveis.

Washington DC, capital do país, é assim designada por estar situada no Distrito de Columbia (District of Columbia ou DC), área de administração federal. Não deve ser confundida com o estado de Washington, situado no noroeste do país, fronteira com o Canadá, e que não tem nada a ver com a capital americana. 

Junto com o prédio do Congresso e o Lincoln Memorial, O Washington Monument, ao lado, é outro dos mais importantes símbolos arquitetônicos da cidade. Na verdade, os três monumentos estão alinhados, no sentido leste-oeste, em pleno coração da cidade.

Este imenso obelisco homenageia George Washington. Na véspera da chamada American Revolution, levante contra o domínio inglês até então vigente no país, Washington foi designado comandante do exército americano. Suas tropas eram muito limitadas, e enfrentaram também problemas de suprimentos, munição e falta de treinamento adequado. Mesmo assim, após seis anos de guerra, e com a valiosa ajuda da armada francesa, conseguiram derrotar definitivamente os ingleses em outubro de 1781, na batalha de Yorktown. Em 1787 foi Washington quem esteve à frente da equipe que escreveu a constituição do país, a mesma que vigora até hoje, sendo que neste mesmo ano ele foi eleito como primeiro presidente do Estados Unidos.

O Washington Monument é a construção mais proeminente da cidade e está sempre cercado por bandeiras americanas. Concluído em 1884, ele tem 170 metros de altura. O monumento tem um elevador que conduz visitantes à parte superior do obelisco, onde se tem uma vista magnífica da cidade. No entanto, para se conseguir subir é necessário antes obter os bilhetes - grátis - que são distribuídos cada manhã. Se você quer mesmo ir lá em cima procure chegar bem cedo, porque a quantidade de ingressos é limitada e eles acabam logo.

Uma das mais agradáveis áreas verdes da cidade é Constitution Gardens, situada entre o rio Potomac e Tidal Basin. Entre marrecos, cerejeiras e muito verde os moradores aproveitam os meses mais quentes do ano para fazer caminhadas, corridas ou simplesmente passear. Veja algumas imagens deste de Constitution Gardens clicando em Gramado, Monumento e Alameda.

Percorrendo o centro visite também o Old Post Office Pavilion (ao lado) a antiga central de correios da cidade. O local possui lojas, restaurantes e um mirante no alto da antiga torre. Chega-se lá através de dois elevadores e do alto da torre se tem uma das melhores vistas da cidade.

Visite também a Washington National Cathedral, construída em estilo gótico e sexta maior do mundo, que é onde acontecem os grandes eventos religiosos da cidade. Depois aproveite para conhecer o National Arboretum, onde estão belas coleções de fauna e flora de diversas partes do globo. Quem desejar, pode alugar uma bicicleta lá mesmo, pois esta é a melhor maneira de percorrer o imenso parque.

Se tiver oportunidade de conhecer os arredores tire uma tarde para conhecer Mont Vernon, local onde morou George Washington, o primeiro presidente americano. A propriedade serviu de sede do governo até a construção da Casa Branca, e agora abriga um tipo de fazenda temática, onde tudo remete à época em que os Estados Unidos conquistaram sua independência. Mont Vernon está situada a cerca de 25 km ao sul de Washington e tem diversos prédios, estábulos, estufas de flores e salões para organizar eventos especiais.

 

Muita gente que visita Washington a turismo prefere hospedar-se em Georgetown, que pode até dar a impressão de ficar num lugar muito longe e de outra época. Esta região, situada a oeste do centro, preserva suas características históricas desde 1751, quando foi fundada. Surgiu graças a seu porto, que antecede até mesmo a fundação da capital do país. Atualmente, Georgetown ferve de vida e movimento, com dezenas de bares e restaurantes, lojas de todos os estilo e gente transitando em suas calçadas e ruas, o que causa freqüentes congestionamentos em suas ruas estreitas. A principal área comercial e turística acontece ao longo da Wisconsin Avenue e M Street, mas não fique somente por aqui, e tire uma hora ou duas para percorrer as ruas interiores do bairro, onde sobrados bucólicos e ruas arborizadas predominam, ocupadas por moradores que não querem nem pensar em se mudar para outro bairro de Washington.

 

Nossas visitas a Washington superaram em muito a expectativa, pois a cidade revelou-se muito mais agradável do que imaginávamos. Talvez Washington, como toda capital de um país importante, seja uma cidade com disputas de interesses políticos, comerciais e militares, com gabinetes freqüentados por lobistas, diplomatas, políticos, empresários e personalidades influentes, onde são tomadas decisões importantes e criadas polêmicas que acabam refletindo em vários recantos do globo. Mas se você quer mesmo saber, como turistas, não presenciamos nada disso e nem sentimos falta. O que procuramos e encontramos foi uma cidade de belos prédios e monumentos, parques gramados, jardins floridos e recantos agradáveis. E se você também pretende visitar a capital dos Estados Unidos, sugerimos que programe ficar ao menos uma semana, pois assim terá tempo de ver o melhor desta bela cidade.

Set com diversas imagens em alta resolução de Washington

A música desta página é o Hino dos Estados Unidos. Para interromper sua execução clique em X (parar)

Oh, say! can you see by the dawn's early light
What so proudly we hailed at the twilight's last gleaming;
Whose broad stripes and bright stars, through the perilous fight,
O'er the ramparts we watched were so gallantly streaming
And the rocket's red glare, the bombs bursting in air,
Gave proof through the night that our flag was still there:
Oh, say! does that star-spangled banner yet wave
O'er the land of the free and the home of the brave.


Bandeira dos Estados Unidos