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A cidade de Fínix, como diz
o pessoal por aqui, é mais uma prova da competência dos americanos
em realizar coisas improváveis. Isto porque Phoenix foi construída
em pleno deserto, numa das regiões mais secas e agrestes do
oeste, o centro do estado do Arizona. Mas, tirando o calor e a secura
do ar, até que é um lugar agradável, com prédios modernos e árvores
bem cuidadas enfeitando ruas e avenidas. Não é uma cidade turística,
e costuma ser visitada principalmente a negócios, por quem está
à procura de tours pelos desertos ou a caminho da California.
Mesmo assim, não deu para passar por aqui sem parar para conhecê-la
melhor. E a lembrança que Phoenix deixou foi boa e... quente.
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O conjunto de modernos prédios do centro da cidade
impressiona aos visitantes. São todos prédios comerciais, já que
ninguém mora no centro. Nesta parte oeste do país o que não falta
é espaço, principalmente aqui no deserto, onde as terras são relativamente
baratas. Todos moram nos subúrbios, e vem para os trabalhos em seus
carrões com ar condicionado. Aliás, por paradoxal que pareça, apesar
de morarem no deserto, os americanos de classe média daqui não passam
calor. Uma casa de classe média americana sempre tem ar condicionado,
muitas vezes central. Eles vão trabalhar em carros com ar condicionado.
Os escritórios, claro, tem ar condicionado. E na hora do almoço,
vão fazer suas refeições em shoppings com ar condicionado sempre
congelante, ou então chamam algum serviço de delivery. Quase
não se vê ninguém pelas ruas, a não ser alguns turistas e cucarachos.
Clique sobre a foto ao lado para vê-la em
alta definição.
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O estranho é que, ao mesmo tempo que
esta elite vive confortavelmente, existe também uma sociedade paralela,
geralmente formada por pessoas de origem hispânica ou indígena, muito
vistos nesta parte do país, que parecem viver num mundo a parte. Moram
em casas simples, sem ar condicionado, transitam em carros velhos e tem
um jeito humilde de olhar para a gente. Nada que se assemelhe às diferenças
sociais do Brasil, mas ainda assim não dá para dizer que eles freqüentem
os mesmos mundos de Phoenix.
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Esta imagem é interessante porque
dá uma boa idéia do tipo de terreno onde Phoenix foi construída, e
sua vegetação predominante. Uma das vantagens de morar num lugar
construído no meio do deserto é
que é quase impossível se perder. A cidade foi construída de forma
planejada, e todas as ruas são no sentido norte-sul ou leste-oeste,
sendo a única exceção a Grand Avenue, que corre na
diagonal. O centro de Phoenix é envolvido pelas Interstates
I-10 e I-17, que ligam a cidade ao resto do país, e o centro está
situado ao longo das ruas Washington, Jefferson e Van Buren.
Entre os pontos mais visitados
da capital do Arizona estão o Desert Botanical Garden, com centenas de espécies da flora característica do deserto, distribuídas
num parque com mais de 140 hectares. Também o Heard Museum
é uma boa opção para se aprender muito sobre os indígenas desta
parte do país, sua arte e cultura. E o Papago Park é um dos
pontos mais conhecidos para pesca, caminhadas e para lazer em geral.
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Chamou nossa atenção ao caminhar pelo centro a
freqüência com que éramos aspergidos por água vinda dos prédios
comerciais. Isto se justifica pelo intenso calor que faz aqui
durante quase todo ano, assim como pela secura do ar, o que leva a
esta preocupação em evitar que as pessoas se sintam mal ou sofram
desidratação. Outra sugestão de visita é ao Arizona Science
Center, onde é possível brincar e aprender sobre biologia,
astrofísica, informática e um mundo de outras coisas. No lugar
também há um cinema de tela gigantesca, com apresentações sobre a
história do oeste americano, índios e conquistas espaciais. |
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Veja a imagem acima em alta definição
clicando em Phoenix
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Outros passeios interessantes pela cidade incluem
o American Park and Swap, mercado de produtos típicos
(esquina de Washington com rua 40); Castles and Coasters,
parque de diversões com montanhas russas e outras atrações (Metro
Parkway 9445); Cerreta Candy, fábrica de doces e sorvetes na
forma de cactos e caubóis, que organiza tours (West Glendale Avenue
5345) e o Historic Heritage Square, espaço aberto onde estão
reconstruções de residências do século 19, inclusive algumas que
deram origem à cidade de Phoenix. |
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O Steele Pavillion Gallery, este prédio
moderno com esculturas na calçada em frente, é
um dos melhores espaços de arte da cidade, assim como uma sugestão
irresistível para fotos divertidas. Interessados em arquitetura e
ecologia devem também aproveitar a oportunidade para visitar a Cosanti Foundation, um tipo de experimento arquitetônico e ecológico
urbano, onde é estudada a importância do desenvolvimento de modelos
urbanos inovadores com impacto zero no meio ambiente. Lá estão desde
grandes estruturas e estufas até pequenos detalhes e curiosidades.
Esta inovadora idéia experimental, criada por Paolo Soleri está
situada a 100 km ao norte de Phoenix, em Cordes Junction, sendo o acesso
feito pela interstate I-17. |
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Como esta região sempre foi
terra dos índios e cowboys, seus eventos até hoje refletem essa
cultura. Assim, os principais eventos anuais da cidade são o Guild
Indian Fair and Market, quando são montados stands oferecendo
desde artes indígenas até pratos típicos e o Rodeo of Rodeos,
quando as competições de montaria atraem milhares de aficionados.
E para quem quer mesmo se sentir no oeste não deixe de visitar também
a Rawhide Wild West Town, que tem pistoleiros duelando pelas
ruas, passeios de diligências espreitada por índios, músicos country,
etc. Também há restaurantes e teatros apresentando shows de temática
relacionada ao antigo farwest. Fica em Scottsdale,
na North Scottsdale Road. Mais detalhes no site oficial da
Rawhide
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Nas vizinhanças de Phoenix
situam-se os municípios de Glandale, Tempe e Scottsdale,
embora na prática seja tudo emendado. Quem quiser passear por estes
municípios pode aproveitar para visitar uma das mais interessantes
atrações turísticas locais, conhecida como Old Town Scottsdale. Trata-se de uma reprodução
de cidade típica do oeste americano, com
lojas diversas, saloons, bares e lojas de souvenirs
ao estilo farwest.
Durante nossas caminhadas pelo
centro da cidade não tínhamos praticamente nenhuma companhia
pois não se vê gente caminhado pelas ruas. Primeiro,
porque estamos nos Estados Unidos, é claro, e depois por
causa do calor intenso que faz na cidade. Nossa visita foi em meados
do outono americano, e mesmo assim as temperatura médias
ao sol eram na faixa dos 40 graus.
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Foto na entrada de um dos shoppings
da cidade. As melhores áreas de compras em Phoenix são o Metrocenter
(I-17 norte), Park Central Mall (Thomas Street), Martyvalle
Mall (Indian School Road) e Fiesta Mall (em Mesa, junto
à Superstition Freeway, onde estão a Sears, Macy's, Dillard's
e outras grandes lojas). Ainda fora da área urbana, vale visitar
o Out of Africa Wildlife Park, uma espécie de Animal Kingdom
da Disney com menos luxo. Lá podem ser observados animais selvagens
num ambiente que reproduz seus habitats naturais. Especialmente
indicado para crianças. Fica na North Ft. McDowell Road.
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Durante nossa estadia em Phoenix
entramos numa loja de música num shopping e o vendedor, conversa vai
conversa vem, nos perguntou de onde éramos. Quando dissemos que éramos
turistas brasileiros, ele logo nos perguntou qual a razão de nossa visita
à cidade. Estamos passeando, respondemos, ao que ele retrucou, muito
intrigado: Mas aqui não tem nada para se fazer!!
Não chegamos a descobrir se aquela
era somente uma opinião pessoal ou se a maioria dos habitantes de Phoenix
realmente considera sua cidade um lugar tão sem atrativos. Nós ficamos
poucos dias e gostamos, mas talvez morar aqui seja uma história diferente.
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Fênix era o nome daquela ave egípcia que renascia
de suas próprias cinzas, e de certa forma isso tem alguma coisa a
ver com a cidade. A Phoenix do Arizona até que não se saiu mal.
Construída num lugar inóspito, no meio do deserto, de clima difícil,
quente e muito seco, ainda assim ela conseguiu se firmar e crescer.
Tem lá os seus atrativos mas o que se destacou para a gente
foi um certo jeito amistoso de ser,
o que talvez seja conseqüência da forte influência mexicana e
indígena. Esta é uma cidade que nos deixou
lembranças agradáveis, mas nem pense em ir lá sem um grande estoque
de protetor solar... :-) |
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Vai alugar um carro e pegar a estrada nos Estados
Unidos? Veja também a página Dicas
USA
A música dessa página
é By the Time I get to Phoenix, de Glen Campbell.
Para interromper sua execução clique
em X (parar).
By the time I get to Phoenix she'll be rising,
She'll find the note I left hangin' on her door,
She'll laugh when she reads the part that says I'm leavin',
'Cause I've left that girl so many times before.
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By the time I make Albuquerque she'll be working,
She'll prob'ly stop at lunch and give me a cal,
But she'll just hear that phone keep on ringin,'
Off the wall that's all.
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By the time I make Oklahoma she'll be sleepin',
She'll turn softly and call my name out loud,
And she'll cry just to think I'd really leave her,
Tho' time and time I try to tell her so,
She just didn't know I would really go. |
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