New Orleans

Nesta página estão 11 fotos batidas na cidade de New Orleans, USA.  Colocando o mouse sobre as fotos você verá um texto adicional.

 

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Até 1682, os primeiros habitantes desta região eram índios nômades das tribos Chickasaw, Choctaw e Natchez. Eles já estavam aqui há 10 mil anos quando os homens brancos chegaram.

Entre os americanos New Orleans sempre desfrutou de um status único no país. Era o lugar que, mesmo estando dentro do território americano, não parecia Estados Unidos. Começando pela arquitetura e continuando pela cultura, música, culinária e uma inconfundível  liberalidade de costumes que atingia seu ponto máximo durante o período de carnaval, ou  Mardi Gras, como a festa é conhecida por aqui. Tudo em New Orleans era alegria, diversão e curtição, ou falando pura e simplesmente, tudo era o prazer de viver. Então veio o ano 2005.

Hoje muitos dizem que New Orleans era uma catástrofe pronta para acontecer, só faltando marcar a data. E justifica-se o sombrio comentário pelo fato da cidade ter sido construída abaixo do nível do mar, espremida entre o caudaloso Mississipi e o grande Lago Pontchartrain, numa área freqüentemente atingida por furacões e protegida das águas em volta por diques antiquados e mal projetados, incapazes de resistir à maiores arroubos da natureza. Então veio o Katrina.

Após a catástrofe que expôs a deficiência do sistema de diques da cidade e - ainda pior - a deficiência do sistema de assistência social aos desvalidos daquela região do país, alguns políticos chegaram a defender a idéia que seria preferível esquecer New Orleans, pois nada deveria ser novamente construído num local de condições naturais tão adversas. Seria preferível construir outra cidade em outro lugar, levar todo mundo para lá e deixar New Orleans morrer de vez. Então veio a determinação de sua gente.

 

Nossa visita a New Orleans foi antes do furação que mudou a história da cidade, e que por pouco não a fez sumir em definitivo do mapa. Hoje a cidade ergue-se devagar, a duras penas. O centro histórico, conhecido como French Quarter, retoma seu movimento normal e já volta a ser visitado por turistas, tem bares com apresentações de jazz, restaurantes abertos e gente pelas ruas. Mas quem quiser percorrer o subúrbio da cidade ainda vai ver bairros devastados, casas em escombros, histórias de gente sem trabalho, regiões abandonadas e milhares de pessoas ainda morando em trailers improvisados. Na imagem ao lado, uma vista aérea tomada logo após a inundação.

Estima-se que serão necessários anos - ou décadas - de trabalho e muito investimento para fazer a cidade voltar a apresentar os mesmo indicadores econômicos e turísticos anteriores ao Katrina. Mas se você quer conhecer a cidade não desanime, pode ir confiante que já poderá rever as belezas do centro histórico restauradas, e ao mesmo tempo sua visita estará contribuindo para fazer esta bela cidade voltar a ter vida normal o mais rápido possível.

 

 

 Em 1722 New Orleans se torna a capital da colônia francesa da Louisiana. Tinha então 100 casas e 500 habitantes. A parte mais nobre da cidade, frente ao rio, foi reservada para os militares (Place d’Armes) e para a igreja.

A primeira dúvida que tivemos ao chegar a New Orleans foi sobre como pronunciar corretamente o nome da cidade: Enquanto alguns americanos dizem niuorlíííns, outros falam niuóóórlins. Mas fora estas considerações fonéticas, a cidade é uma completa unanimidade. Não há quem não se apaixone por esta mistura de influências francesa, hispânica, africana e até americana que se encontra por aqui. New Orleans é uma cidade estimulante e de personalidade única. Para começar, o nome da cidade foi escolhido em 1718, pelos franceses: Nouvelle Orleans, em homenagem a Felipe, duque da cidade de Orleans, França.

Veja um vídeo que fizemos Percorrendo o French Quarter.
 

Quem tem apenas um dia para visitar New Orleans, não tem nem o que pensar: O ponto certo para ir é no French Quarter. Não parece em nada com uma cidade americana e justamente aí reside seu charme. Aqui é o coração da vida musical, intelectual e noturna na cidade. Ocupando uma área de 6 por 13 quadras bem no centro, estas ruazinhas com prédios antigos, balcões de ferro trabalhado, sobrados históricos, bares, restaurantes, casas de jogo, música em cada esquina e muita animação fazem a fama da cidade. O coração do bairro e ponto de partida para exploração da área é a pracinha Jackon Square (primeira foto da página), que constitui a porta de entrada do French Quarter. Em torno da praça é difícil não encontrar músicos, estátuas humanas, cartomantes, mímicos, agenciadores de passeios turísticos pela cidade, e principalmente muitos turistas e suas máquinas digitais.

Perca a inibição experimentando a bebida típica da cidade, o Hurricane, a base de rum com suco de frutas. Depois visite a House of Blues, para ouvir boa música. E no almoço conheça as famosas Bienville Oysters, ostras preparadas de acordo com uma antiga receita local. 

 

Em 1762 o rei francês Louis 15 decide dar o território da Louisiana de presente para seu primo, o rei Carlos da Espanha. Pouco depois Louis 15 perdia para os ingleses outra parte da Louisiana e todo o Canadá.

No estado da Louisiana o jogo é legal, e por isso New Orleans também tem seus cassinos. Um dos mais populares é o Bally's, que funciona numa réplica daquelas antigas barcaças com pás na popa, que cruzavam o Mississippi. Quem prefere ficar em terra firme pode tentar a sorte no Harrah's. Se o jogo não é sua praia, deixe o pessoal arriscando seus dólares enquanto você visita o New Orleans Museum Of Art, considerado um dos melhores do sul do país. Ou então esqueça  os burguers com ketchup e batatas fritas e faça um lanche diferente no simpático Café du Monde, que foi inaugurado em 1862, e agora abre todos os dias. O item mais pedido de seu cardápio são os Beignets avec Café au Lait. U-lá-lá!

 

Mas New Orleans não é só passado. A medida que nos afastamos dos bairros históricos a semelhança com uma cidade comum americana logo reaparece. Delimitando o lado esquerdo do French Quarter está Canal Street, principal rua comercial do centro. Descendo por esta rua em direção ao rio Mississipi chega-se ao Riverwalk Mall, onde estão boas lojas e restaurantes. Ao seu lado está o World Trade Center, prédio com mirante no topo, de onde se tem uma boa vista da cidade e do rio. Caminhando no sentido oposto chega-se ao Duncan Plaza, um ótimo shopping, muito bem localizado. E logo após o mesmo está a principal arena de esportes da cidade, o Louisiana Superdome.

Em 1840 a população de New Orleans chega a 102 mil habitantes, fazendo dela a quarta maior cidade do país, e seu porto o primeiro em volume de exportações.

 

Em 1776 tem início a guerra de independência americana contra a Inglaterra. Os espanhóis ajudam os americanos, permitindo que New Orleans seja utilizada como porto para abastecer suas tropas revolucionárias.

Entre os locais mais visitados da cidade estão a famosa Bourbon Street, o French Market (tradicional mercado urbano onde estão cafés, restaurantes e diversas  lojinhas),  a Saint Louis Cathedral (mais antiga catedral do país, construída em 1794) e o pitoresco Voodoo Museum (Museu dedicado ao Vudú, prática trazida pelos escravos africanos), situado na Dumaine Street 724. Ao lado, vista aérea do Superdome, ao fundo o centro, mais adiante o rio Mississippi e à esquerda do centro o French Quarter. Quem quiser fazer umas comprinhas e gosta de shoppings pode escolher entre o Lakeside Mall e  o Esplanade, os dois melhores malls da cidade.

Veja um vídeo mostrando Canal Street e o exterior do estádio Superdome.
 

O jazz é a música oficial deste lugar. Andando pelo French Quarter pode-se ouvir várias bandas diferentes a medida que passamos de rua em rua. A maior parte das apresentações é feita a noite, mas muitos bares e restaurantes, para atrair clientela, tem bandas se apresentando durante todo o dia. Há desde grupos formados por semi-amadores até profissionais, informais e até mesmo desfiles protagonizados por músicos vestindo roupas típicas das antigas bandas de jazz. Quem gosta mesmo de jazz pode aprender mais sobre o assunto no  New Orleans Jazz Nation Historic Park, situado na Canal Street 365. Foi lá que descobrimos que um dos mais antigos costumes da cidade é acompanhar procissões fúnebres com bandas de jazz.

Em 1768 os Espanhóis resolvem tomar posse de New Orleans e conseguem expulsar os ingleses. A comunidade Creole, no entanto, não é prejudicada, e a cidade entra num período de grande desenvolvimento, com novas escolas e muito comércio.
Veja um vídeo desta Banda de Jazz.

 

Em 1805 New Orleans é oficialmente elevada à categoria de cidade. Em 1812, com a transformação da Louisiana em estado americano, New Orleans ganha o status de capital estadual, o qual manteria até 1849, quando a capital seria transferida para Baton Rouge.

Uma área muito visitada em New Orleans é o Garden District,  onde estão mais de 100 construções históricas, agora reformadas. São casarões com colunas, balcões, pórticos e todo um estilo arquitetônico que mostra bem o passado da Louisiana, época dos ricos coronéis que comandavam a economia dessa parte do país. A maior parte destas construções foi tombada e são consideradas agora como patrimônio histórico nacional.  Em 1827 aconteceu o primeiro desfile de Carnaval de New Orleans, organizado por estudantes mascarados que tinham acabado de voltar da França. Eles se referem à festa como Mardigras, nome que permanece até hoje.

 

Entre os americanos o Mardigras de New Orleans tem fama de ser um pouco, digamos, liberal, mas para quem conhece o carnaval brasileiro, ele pode até ser considerado bastante pudico. Há um objeto muito visto no Mardigras de New Orleans, e é grande a chance de você ser presenteada com um deles quando for à cidade: Os colares de bolinhas coloridas, conhecidos como Beds. Pela tradição local, que for presenteada com um deles, deve levantar a blusa em sinal de agradecimento.... Assanhados esses gringos, não?

Não se surpreenda se durante sua caminhada pelo French Quarter você encontrar pessoas atirando Beds das sacadas, isto é uma tradição por aqui. Aproveite para pegar o maior número possível, dizem que eles trazem boa sorte a quem estiver usando, e quem quiser, não precisa nem agradecer daquela maneira tradicional    ;-)

Nós saimos de New Orleans com mais de vinte Beds no pescoço! 

No início do século 20 surge na cidade o Jazz, com músicos como Louis Armstrong e Jelly Roll Morton. A cidade é hoje famosa por sua música e carnaval, além de importante pólo petroquímico. Sua população é de 1,4 milhões de habitantes, e o clima é quente e úmido na maior parte do ano.
Clique sobre esta foto

A Bourbon Street, na foto acima, é considerada o coração do French Quarter. Caminhando por aqui tem-se a impressão que isto poderia ser qualquer outro lugar do mundo, menos uma cidade americana. Nada de prédios modernos ou transito intenso pelas ruas. Apenas pequenas lojas, restaurantes, bares e centenas de sobrados lado a lado, ostentando seus elegantes balcões de ferro trabalhado

Uma coisa que nos chamou a atenção por aqui foi o número de vezes que vimos as palavras Creole e Cajun. Comida Creole, casas Creole, Estilo Cajun, etc. Descobrimos que o termo Creole refere-se aos descendentes dos colonizadores Franceses, misturados com hispânicos que habitavam esta região. E Cajun denota os descendentes dos exilados Franceses do Canadá, expulsos de lá pelos Ingleses em 1775. Os dois nomes são partes inseparáveis da história e cultura da Louisiana. Se quiser experimentar um prato Cajun este é o lugar certo, mas lembre que eles são bem carregados na pimenta.

 

Um dos passeios mais requisitados pelos turistas é embarcar numa das carruagens que partem da Jackson Square (imagem ao lado) e percorrer com calma as ruas centrais, apreciando sua arquitetura. Fora isso, aproveite todo tempo disponível para conhecer ao máximo  o French Quarter, o melhor da cidade.  New Orleans ainda tem um longo e difícil trabalho de recuperação pela frente, mas avança, supera etapas, continua viva e atraindo cada vez mais turistas. Mais do que nunca as pessoas determinadas que moram aqui querem provar - e vão conseguir - que esta é uma cidade viável, e que merece continuar existindo.

 

Vai alugar um carro e pegar a estrada nos Estados Unidos? Veja também a página Dicas USA

Conheça mais sobre o estado onde New Orleans está situada vendo também a página Louisiana.

A música dessa página é When the Saints Go Marching In. Para interromper sua execução clique em X (parar).   

Oh, when the saints go marching in,
Oh, when the saints go marching in;
Lord, I want to be in that number,
When the saints go marching in.

All my folks have gone before me,
All my friends and all my kin;
But I’ll meet with them up yonder,
When the saints go marching in