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Entre os americanos New
Orleans sempre desfrutou de um status único no país. Era o lugar
que, mesmo estando dentro do território americano, não parecia
Estados Unidos. Começando pela arquitetura e continuando pela cultura,
música, culinária e uma inconfundível liberalidade de costumes
que atingia seu ponto máximo durante o período de carnaval, ou Mardi Gras, como a festa é conhecida por aqui. Tudo em New Orleans
era alegria, diversão e curtição, ou falando pura e simplesmente,
tudo era o prazer de viver. Então veio o ano 2005.
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Hoje muitos dizem que New Orleans
era uma catástrofe pronta para acontecer, só faltando marcar a data. E
justifica-se o sombrio comentário pelo fato da cidade ter sido construída
abaixo do nível do mar, espremida entre o caudaloso Mississipi e o grande
Lago Pontchartrain, numa área freqüentemente atingida por furacões e
protegida das águas em volta por diques antiquados e mal projetados,
incapazes de resistir à maiores arroubos da natureza. Então veio o
Katrina.
Após a catástrofe que expôs a deficiência do sistema de
diques da cidade e - ainda pior - a deficiência do sistema de assistência
social aos desvalidos daquela região do país, alguns políticos chegaram a
defender a idéia que seria preferível esquecer New Orleans, pois nada
deveria ser novamente construído num local de condições naturais tão
adversas. Seria preferível construir outra cidade em outro lugar, levar
todo mundo para lá e deixar New Orleans morrer de vez. Então veio a
determinação de sua gente.
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Nossa visita a New Orleans foi antes
do furação que mudou a história da cidade, e que por pouco não a fez sumir
em definitivo do mapa. Hoje a cidade ergue-se devagar, a duras penas. O
centro histórico, conhecido como French Quarter, retoma seu movimento
normal e já volta a ser visitado por turistas, tem bares com apresentações
de jazz, restaurantes abertos e gente pelas ruas. Mas quem quiser
percorrer o subúrbio da cidade ainda vai ver bairros devastados, casas em
escombros, histórias de gente sem trabalho, regiões abandonadas e milhares
de pessoas ainda morando em trailers improvisados. Na imagem ao lado, uma
vista aérea tomada logo após a inundação.
Estima-se que serão necessários anos - ou décadas
- de trabalho e muito investimento para fazer a cidade voltar a
apresentar os mesmo indicadores econômicos e turísticos anteriores
ao Katrina. Mas se você quer conhecer a cidade não desanime, pode ir
confiante que já poderá rever as belezas do centro histórico
restauradas, e ao mesmo tempo sua visita estará contribuindo para
fazer esta bela cidade voltar a ter vida normal o mais rápido
possível. |

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A primeira dúvida que tivemos ao chegar a New
Orleans foi sobre como pronunciar corretamente o nome da cidade:
Enquanto alguns americanos dizem niuorlíííns, outros falam
niuóóórlins. Mas fora estas considerações fonéticas, a cidade é uma
completa unanimidade. Não há quem não se apaixone por esta mistura
de influências francesa, hispânica, africana e até americana que se
encontra por aqui. New Orleans é uma cidade estimulante e de
personalidade única. Para começar, o nome da cidade foi escolhido
em 1718, pelos franceses: Nouvelle Orleans, em homenagem a Felipe,
duque da cidade de Orleans, França.
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Veja um vídeo que fizemos
Percorrendo o French Quarter.
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Quem tem apenas um dia para visitar New Orleans,
não tem nem o que pensar: O ponto certo para ir é no French
Quarter. Não parece em nada
com uma cidade americana e justamente aí reside seu charme. Aqui é
o coração da vida musical, intelectual e noturna na cidade.
Ocupando uma área de 6 por 13 quadras bem no centro, estas
ruazinhas com prédios antigos, balcões de ferro trabalhado,
sobrados históricos, bares, restaurantes, casas de jogo, música em
cada esquina e muita animação fazem a fama da cidade. O coração do
bairro e ponto de partida para exploração da área é a pracinha
Jackon Square (primeira foto da página), que constitui a porta
de entrada do French Quarter. Em torno da praça é difícil não
encontrar músicos, estátuas humanas, cartomantes,
mímicos, agenciadores de passeios turísticos pela cidade, e
principalmente muitos turistas e suas máquinas digitais.
Perca a inibição experimentando a bebida típica da cidade, o Hurricane, a base de rum com suco de frutas.
Depois visite a House of Blues, para ouvir boa música. E no
almoço conheça as famosas
Bienville Oysters, ostras preparadas de acordo com uma antiga
receita local. |
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No estado da Louisiana o jogo
é legal, e por isso New Orleans também tem seus cassinos. Um dos
mais populares é o Bally's, que funciona numa réplica daquelas
antigas barcaças com pás na popa, que cruzavam o Mississippi. Quem
prefere ficar em terra firme pode tentar a sorte no Harrah's.
Se o jogo não é sua praia, deixe o pessoal arriscando seus dólares
enquanto você visita o New Orleans Museum Of Art, considerado
um dos melhores do sul do país. Ou então esqueça os burguers
com ketchup e batatas fritas e faça um lanche diferente no simpático
Café du Monde, que foi inaugurado em 1862, e agora abre todos
os dias. O item mais pedido de seu cardápio são os Beignets
avec Café au Lait. U-lá-lá!
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Mas New Orleans não é só passado. A medida que
nos afastamos dos bairros históricos a semelhança com uma cidade
comum americana logo reaparece. Delimitando o lado esquerdo
do French Quarter está Canal Street, principal rua comercial
do centro. Descendo por esta rua em direção ao rio Mississipi
chega-se ao Riverwalk Mall, onde estão boas lojas e restaurantes.
Ao seu lado está o World Trade Center, prédio com mirante
no topo, de onde se tem uma boa vista da cidade e do rio. Caminhando
no sentido oposto chega-se ao Duncan Plaza, um ótimo shopping,
muito bem localizado. E logo após o mesmo está a principal arena
de esportes da cidade, o Louisiana Superdome. |
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Entre os locais mais visitados
da cidade estão a famosa Bourbon Street,
o French Market (tradicional
mercado urbano onde estão cafés, restaurantes e diversas
lojinhas), a Saint Louis
Cathedral (mais antiga catedral do país, construída em 1794) e o
pitoresco Voodoo Museum (Museu dedicado ao Vudú, prática
trazida pelos escravos africanos), situado na
Dumaine Street 724. Ao lado, vista aérea do Superdome, ao fundo
o centro, mais adiante o rio Mississippi e à esquerda do centro o
French Quarter. Quem quiser fazer umas comprinhas e gosta de
shoppings pode escolher entre o Lakeside Mall
e o Esplanade, os dois melhores malls da cidade.
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Veja um vídeo mostrando
Canal
Street e o exterior do estádio Superdome.
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O jazz é a música oficial deste lugar. Andando
pelo French Quarter pode-se ouvir várias bandas diferentes a medida
que passamos de rua em rua. A maior parte das apresentações é feita
a noite, mas muitos bares e restaurantes, para atrair clientela, tem
bandas se apresentando durante todo o dia. Há desde grupos formados
por semi-amadores até profissionais, informais e até mesmo desfiles
protagonizados por músicos vestindo roupas típicas das antigas
bandas de jazz. Quem gosta mesmo de jazz pode aprender mais sobre o
assunto no New Orleans Jazz Nation Historic Park,
situado na Canal Street 365. Foi lá que descobrimos que um dos
mais antigos costumes da cidade é acompanhar procissões fúnebres com
bandas de jazz. |

Veja um vídeo desta
Banda de Jazz. |
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Uma área muito visitada em New Orleans
é o Garden District, onde estão mais de 100 construções históricas,
agora reformadas. São casarões com colunas, balcões, pórticos e todo um
estilo arquitetônico que mostra bem o passado da Louisiana, época dos
ricos coronéis que comandavam a economia dessa parte do país. A maior
parte destas construções foi tombada e são consideradas agora como patrimônio
histórico nacional. Em 1827 aconteceu o primeiro desfile de Carnaval de New
Orleans, organizado por estudantes mascarados que tinham acabado de voltar
da França. Eles se referem à festa como Mardigras, nome que
permanece até hoje.
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Entre os americanos o Mardigras
de New Orleans tem fama de ser um pouco, digamos, liberal, mas para
quem conhece o carnaval brasileiro, ele pode até ser considerado
bastante pudico. Há um objeto muito visto no Mardigras
de New Orleans, e é grande a chance de você ser presenteada com
um deles quando for à cidade: Os colares de bolinhas coloridas,
conhecidos como Beds. Pela tradição local,
que for presenteada com um deles, deve levantar a blusa em sinal
de agradecimento.... Assanhados esses gringos, não?
Não se surpreenda se durante
sua caminhada pelo French Quarter você encontrar
pessoas atirando Beds das sacadas, isto é uma tradição por
aqui. Aproveite para pegar o maior número possível, dizem que eles
trazem boa sorte a quem estiver usando, e quem quiser, não precisa
nem agradecer daquela maneira tradicional ;-)
Nós saimos de New Orleans com mais de vinte Beds no pescoço!
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Clique sobre esta foto
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A Bourbon
Street, na foto acima, é considerada o coração
do French Quarter. Caminhando por aqui tem-se a impressão que isto poderia
ser qualquer outro lugar do mundo, menos uma cidade americana. Nada de
prédios modernos ou transito intenso pelas ruas. Apenas pequenas lojas,
restaurantes, bares e centenas de sobrados lado a lado, ostentando seus
elegantes balcões de ferro trabalhado
Uma coisa que nos chamou a atenção
por aqui foi o número de vezes que vimos as palavras Creole e Cajun.
Comida Creole, casas Creole, Estilo Cajun, etc. Descobrimos
que o termo Creole refere-se aos descendentes dos colonizadores
Franceses, misturados com hispânicos que habitavam esta região. E Cajun
denota os descendentes dos exilados Franceses do Canadá, expulsos de lá
pelos Ingleses em 1775. Os dois nomes são partes inseparáveis da história
e cultura da Louisiana. Se quiser experimentar um prato Cajun este é o
lugar certo, mas lembre que eles são bem carregados na pimenta.
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Um dos passeios mais requisitados pelos turistas
é embarcar numa das
carruagens que partem da Jackson Square (imagem ao lado) e percorrer com
calma as ruas centrais, apreciando sua arquitetura. Fora isso, aproveite todo tempo disponível para conhecer ao máximo
o French Quarter, o melhor da cidade. New Orleans ainda tem
um longo e difícil trabalho de recuperação pela frente, mas avança,
supera etapas, continua viva e atraindo cada vez mais turistas. Mais
do que nunca as pessoas determinadas que moram aqui querem provar -
e vão conseguir - que esta é uma cidade viável, e que merece
continuar existindo. |
Vai alugar um carro e pegar a estrada nos Estados
Unidos? Veja também a página Dicas
USA
Conheça mais sobre o estado onde New Orleans está situada
vendo também a página Louisiana.
A música dessa página é When
the Saints Go Marching In. Para interromper sua execução
clique em X (parar).
Oh, when the saints go marching in,
Oh, when the saints go marching in;
Lord, I want to be in that number,
When the saints go marching in.
All my folks have gone before me,
All my friends and all my kin;
But I’ll meet with them up yonder,
When the saints go marching in
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