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New York City é um daqueles lugares que tem a capacidade de fascinar gente de todos os cantos do mundo. Grande, barulhenta, poluída e frenética, mas ao mesmo tempo colorida, dinâmica e repleta de prazeres, seja qual for o seu gosto. NYC pode-se dizer, é a própria síntese na natureza humana, com todas as suas contradições, coisas boas e más convivendo juntas. Ela age com um ima, atraindo turistas, artistas, intelectuais, aventureiros e principalmente profissionais de qualquer categoria. Vencer em New York é vencer no mundo. Ela é a vitrine global, a meca dos modismos, o ícone de uma sociedade de consumo que impôs seu padrão de vida. Nem sequer os atentados de 2001 conseguiram tirar o brilho da cidade, que mais do que nunca, continua atraindo milhões de novos visitantes a cada ano. Visitantes que, como mariposas esvoaçantes, são irresistivelmente atraídos por suas luzes sempre brilhantes. Com certeza não é uma cidade americana típica, mas definitivamente é uma cidade global, com gente de todo o planeta e onde se ouvem todas as línguas.

   

NYC é um dos locais preferidos dos brasileiros para passear, e seria difícil dizer alguma coisa nova sobre esta cidade, tantos são as publicações, sites e informações disponíveis sobre ela. Mesmo acostumados com cidades grandes, New York nos deu a impressão de ser, digamos, um pouquinho estressada demais. Pode ser um lugar bom para se afirmar profissionalmente, fazer compras, colocar a programação cultural em dia, ir ao teatro e jantar em bons restaurantes, mas para viver não nos pareceu muito convidativa. A maior megalópole americana tem cinco distritos: Manhattan, Bronx, Queens, Brooklyn e Staten Island, mas quase todo turista concentra suas atenções em Manhattan, o núcleo central de NYC, aquela ilha que vista de cima lembra uma certa parte da anatomia masculina. Ladeada pelos rios Hudson e East, e conectada ao continente por diversas pontes e túneis, ela possui tudo que um turista pode desejar.

 

Manhattan, por sua vez, é dividida em áreas tão diferentes quanto as pessoas que lá moram, ou as atividades que desempenham. Estas regiões formam verdadeiro microcosmos, e dependendo de onde você ficar hospedado terá à sua volta, a fashion 5th Avenue, as galerias e cafés do Soho, a boemia e as artes do Greenwich Village, o centro financeiro de Lower Manhattan, o luxo do Upper East Side, o exotismo de Chinatown, a negritude do Harlem, o dinheiro do Financial District, a poesia e música do Lower East Side, os museus e restaurantes de Battery Park, as artes e cultura de Chelsea, o burburinho de Times Square, a passarela da Madison Avenue ou o deslumbramento e as luzes da Broadway. Prédios imensos, residências antigas, galerias descoladas, cafés charmosos, teatros gigantescos, salas de artes em subsolos, carrocinhas de pizza, mansões históricas, hotéis luxuosos, delicatessen saborosas, táxis amarelos, metrôs tumultuados, lojas irresistíveis, preços inacreditáveis, limusines brilhantes, letreiros luminosos ofuscantes, museus maravilhosos, hot dogs inesquecíveis e principalmente gente, sempre gente, muita gente à sua volta, todos com pressa, muita pressa.

 

Da última vez que estivemos em New York decidimos não ficar hospedados em Manhattan pois estávamos de carro e sabíamos que muitos hotéis desta parte da cidade não tem estacionamento, e os que tem cobram ou indicam estacionamento à parte, e são caríssimos. Uma diária de estacionamento no centro de Manhattan chega perto do custo médio da diária de um hotel. Automóveis são cada vez mais indesejáveis no centro de New York. A prefeitura, preocupada com o trânsito infernal da cidade e considerando que New York tem um sistema eficiente de transporte de massa, está aos poucos fechando diversas áreas da cidade ao trânsito e recentemente até Times Square foi transformada em área exclusiva de pedestres. 

Por isto, depois de considerar várias opções, decidimos ficar no Queens (imagem acima), e não nos arrependemos em nada. Se o Queens não tem o glamour de Manhattan, é bem mais tranqüilo, tem dezenas de bons restaurantes e hotéis com estacionamento grátis. Deixávamos nosso carro na garagem do hotel e todas as manhãs pegávamos o ônibus Q60, bem em frente, que nos deixava na esquina da 2nd Ave com 60th st, de onde começávamos a exploração de Manhattan. Lembre que por aqui a passagem de ônibus dá direito a um bilhete de Transfer, que pode ser utilizado em outra linha de ônibus ou metrô por mais duas horas. Basta pedir ao motorista do ônibus, quando entrar, um Transfer. Vídeo: Queens Boulevard 

A primeira vez que estive em New York tinha seis anos, numa viagem com meus pais. Lembro que, em minha cabeça de criança, uma das coisas mais marcantes na cidade foi a estátua - para mim imensa - de um homem segurando um globo nas costas. Somente décadas mais tarde, quando voltei a Nova York, agora com Regina, pude descobrir que a estátua representa a figura mitológica de Atlas carregando o mundo. Embora tenha sido gostoso reencontrar a estátua de minha infância no mesmo lugar descobri também, um pouco decepcionado, que ela não era tão grande como eu imaginava...

Este monumento, um dos mais conhecidos da cidade, fica em frente ao Rockfeller Center, torre empresarial construída nos anos 30 pelo mítico magnata do petróleo. O local, um dos principais pontos de referência de NYC, está situado entre as movimentadas 5th e 6th avenidas e ruas 48 e 51, e além de abrigar escritórios comerciais e a sede da emissora de televisão NBC, oferece uma área de shopping no subsolo. Durante as festas de fim de ano o Rockfeller Center recebe uma grande árvore de natal, e sua inauguração costuma ser transmitida pela tv. Também aqui, durante o inverno, é montado um concorrido ringue de patinação pública que já serviu de locação para diversas produções de Hollywood. Do outro lado da rua, bem em frente, está situada a Catedral de Saint Patrick, principal templo católico de New York.

Vídeos gravados no Rockfeller Center: Atlas e Alameda

 

 

A imagem ao lado foi feita no Pier 17, antigo galpão do porto da cidade, situado entre lower Manhattan e o Civic Center. O prédio agora abriga um shopping de três andares. Vale visitar também nas proximidades o museu, apreciar os prédios históricos, o Titanic Memorial Lighthouse, que homenageia o famoso navio, e escolher um entre as dezenas de bares e cafés da região para um lanche. Depois aproveite para conhecer o Fulton Fish Market, situado logo abaixo do pier.

 

O Pier 17 é famoso também por proporcionar a melhor vista da ponte mais importante de New York, a Brooklyn Bridge, que liga Manhattan ao Brooklyn. Mas bom mesmo é atravessar o rio Hudson e desfrutar, do outro lado, da melhor vista de New York. Pegue um táxi, metrô, bicicleta ou vá a pé (há passarelas separadas), seguindo até o parque situado aos pés da ponte. Com certeza você já viu muitas cenas de filmes rodadas neste mesmo local. A vantagem deste parque é que ele raramente está cheio, como o Central Park. A ponte Brooklyn, construída a partir de 1883, levou 16 anos para ficar pronta e é considerada um marco da engenharia mundial.

Vídeo: Taxi na Park Avenue.

 

Um programa clássico dos visitantes da cidade é subir no mirante do Empire State Building, o prédio em destaque na imagem ao lado, que agora voltou a ser o prédio mais alto da cidade. O mirante aberto fica no andar 86 e dele se tem uma das melhores vistas da cidade.

Vídeos gravados no mirante do Empire State: Sul de Manhattan / Norte de Manhattan

Depois da visita vamos às compras. Comece percorrendo a Quinta Avenida (5th Ave), onde estão as grandes e luxuosas lojas da cidade. Claro que você não vai deixar seus dólares nestas lojas caríssimas, mesmo assim não deixe de conhecer as principais. O trecho considerado elegante da 5th Ave. está compreendido entre as ruas 59 e 42, onde estão diversos hotéis de luxo e as badaladas Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman, FAO Schwarz, Trump Tower, Lord and Taylor, Versace, Gucci, Prada, Tiffany, Abercrombie & Fitch, Lindt, Apple, e dezenas de outras mais, especializadas em vestuário, perfumes, calçados etc. Quem procura livros e DVDs pode ir direto na Barnes and Nobles ou Tower Records. Outras lojas de departamentos muito procuradas são a Blomingdale´s (1000 3rd Ave) e Macy´s (Broadway com 34 St). A 5th Ave fica especialmente bonita durante as festas de Natal, quando as grandes lojas montam decorações belíssimas para vitrines e interiores.

Mas lembre-se que é preferível deixar para fazer suas compras em locais com preços mais em conta, muitos deles situados ao longo das avenidas Madison e Lexington, preferidas pelos turistas. Se tiver mais tempo e alugar um carro, atravesse o rio e vá até o estado vizinho de New Jersey, onde estão centenas de shoppings de ponta de estoque oferecendo de tudo.

O Central Park é o maior e mais importante parque da cidade, situado exatamente no coração de Manhattan. Originalmente projetado por Frederick Olmstead com a finalidade de reproduzir a vida pastoral dos colonos ingleses, ele hoje é o pulmão da cidade. Os 850 acres abrigam árvores, lagos, barquinhos de aluguel, rochas, trilhas, pistas para equitação, pontes de pedra, fontes, cascatas, estátuas, zoológico, carrossel, restaurantes, inúmeros quiosque e até um castelo. O parque é muito freqüentado principalmente durante os dias quentes de verão, quando se transforma em cenário freqüente de shows e concertos musicais. Em frente ao parque situa-se um dos prédios mais famosos da cidade, o Dakota Building, onde moraram John Lennon e Yoko Ono. Freqüentemente John trazia seu filho Sean para passear nestes jardins, e após sua morte Yoko adotou o trecho, rebatizando-o como Strawberry Fields. No local encontra-se um mosaico com a palavra Imagine no centro, geralmente rodeadas de flores deixadas pelos fans

 

Greenwich Village, ou simplesmente Village, na imagem ao lado, é provavelmente o local de maior personalidade de Manhattan. Entre casarões antigos do século 19 e prédios residenciais bucólicos com escadinhas de ferro na entrada estão dezenas de clubes de jazz e restaurantes ecléticos. Há décadas o bairro é um famoso centro de artes, literatura, reduto estudantil e musical, além de coração da comunidade gay, situada principalmente na Washington Square, Christopher Street e o West Village. Vele a pena conhecer algumas de suas lojinhas - são centenas - galerias de arte, pequenos teatros, infinitos restaurantes e principalmente, sua gente. Não deixe de percorrer a Bleecker Street, considerada uma das mais charmosas do Village.

Outro bairro que vale a pena percorrer é Chinatown. Compreendido entre a Canal St, Worth St, The Bowery e Church St, esta movimentada e algo caótica região parece um pedacinho da China encravado em New York e por aqui se encontram não somente restaurantes típicos, delicatessen regionais, mercados de peixe, um templo budista e muitos comerciantes oferecendo uma grande variedades de produtos legitimamente falsificados na China.

Comunidade bem menor, mas que não pode ser esquecida é Little Italy, limitada praticamente às ruas Mott, Mulberry, Elizabeth e Baxter e que aos poucos vem sendo engolida por Chinatown. E ainda menor, mas que não poderia ser esquecida, é a rua 46, considerada como o coração brasileiro de New York. Passe por lá se estiver com saudades de um feijãozinho, pão de queijo ou simplesmente conversar com a brasileirada local.

Um passeio agradável, barato e que permite ver New York de uma perspectiva diferente é a bordo do Roosevelt Island Tramway. Este bondinho suspenso (imagem ao lado) entrou em operação em 1976, fornecendo transporte para os moradores e trabalhadores desta pequena ilhota do East River, situada entre Manhattan e o Queens. A idéia era que o teleférico fosse desativado quando as linhas do metrô chegassem à ilha Roosevelt, mas o teleférico se tornou tão popular e prático que até hoje continua funcionando. O ponto de embarque em Manhattan é na esquina da 2nd Ave. Com 60th st. Compre o bilhete de ida e volta e ao chegar na Roosevelt Island embarque num dos ônibus vermelhos que percorrem a ilha. É um lugar tranqüilo e tem uma vista fantástica de Manhattan, bem em frente.

Vídeos do passeio até a Ilha Roosevelt: Ida / Volta

Tire uma manhã ou tarde de sol para fazer um passeio inesquecível, um passeio de barco ao redor de Manhattan. Os passeios são operados pela empresa Circle Line, e zarpam do Píer 83, a oeste de Manhattan, altura da rua 42. Há diversos passeios, com horários de partida, roteiros e duração diferentes, os barcos são confortáveis e dispõem de todas as conveniências necessárias. Fizemos o tour de duas horas de duração, que costuma sair três vezes por dia. O roteiro passa ao lado da Estátua da Liberdade, segue até o sul de Manhattan pelo rio Hudson, e depois sobe um bom trecho do East River, até chegar a Queensboro Bridge. Ao lado, uma imagem do sul de Manhattan feita a partir da popa de nossa embarcação.

Vídeo: Passeio de barco em New York.

 

Não deixe de visitar os famosos museus de New York, como, por exemplo, o Metropolitan Museum of Art, um dos maiores e mais completos museus do mundo no gênero. Prossiga o tour cultural conhecendo o Natural History Museum onde se encontra um impressionante coleção de dinossauros, mamutes e seus primos, além de borboletas, plantas, plantas, peixes, exposições de roupas e utensílios de várias culturas do oriente e ocidente, bem como tudo aquilo que faz a gente até esquecer que estamos num museu. Evite os sábados, dia em que ele fica muito cheio. E complete o roteiro cultural conhecendo ainda o Guggenheim Museum, que com seus seis andares e sua escada em espiral já se transformou num dos ícones de New York.

Depois vá até a Grand Central Terminal, o terminal ferroviário mais importante da cidade, mas que na verdade é muito mais que somente uma estação de trens. Inaugurado em 1913, o prédio impressiona pelas dimensões e decoração de seu hall central. A Grand Central tem ainda diversos restaurantes e um enorme food hall no subsolo. Ao lado, uma vista de Lower Manhattan, num dia muito frio.

 

Tire uma tarde para visitar Staten Island, a ilha situada ao sul de Manhattan. A melhor forma de chegar lá é embarcando no ferry que parte de Lower Manhattan. A viagem percorre os oito quilômetros em menos de vinte minutos e fornece visuais incríveis da Estátua da Liberdade das pontes e do porto de Manhattan. Além de tudo, o ferry, operado deste 1905, é grátis.

Quem gosta de visitar navios, porta aviões e aviões não pode deixar de visitar o Intrepid Sea-Air-Space Museum, situado no píer 86. É uma espetacular coleção de imensas máquinas bélicas, e está acabando de sair de uma completa reforma em suas instalações.

 

Na foto acima, uma vista de Union Square, ao sul de Manhattan, um lugar sempre animado, com muita gente conversando, estudantes botando os assuntos em dia e barraquinhas de vendedores de quadros, amendoins torrados, sovineis etc. Se estiver com fome quando passar por aqui não deixe de ir no restaurante da Whole Foods, o bufê deles é imenso, delicioso e muito variado. Embora fique sempre lotado na hora do almoço é uma pedida certa para estudantes, moradores e turistas que não querem gastar muito, mas não abrem mão de um prato saboroso.

Os atentados de 11 de setembro deixaram marcas fortes na cidade. Após muitas deliberações, foi decidido que nada deveria ser construído exatamente no mesmo local onde se erguiam as duas torres. Na área onde ficavam suas bases, somente um espaço vazio irá permanecer, como memorial em homenagem às vítimas, representando o vazio deixado por elas. Inaugurado em 11 de setembro de 2011, este memorial foi concebido na forma de dois espelhos de água e cascatas, e nas pedras que fazem seu contorno foram gravados os nomes de todas vítimas daqueles atentados em New York.

A imagem ao lado é uma concepção artística do WTD1, prédio principal do conjunto arquitetônico que está em construção ao sul de Manhattan, ao lado do memorial inaugurado em 2011.

Este prédio principal terá a mesma altura das duas torres gêmeas (417 metros, acrescido de uma antena de 14,6 metros, totalizando 514 metros de altura), e deverá ser inaugurado em 2013. O conjunto terá ao todo cinco novos arranha céus, sendo os outros prédios conhecidos como WTC4 (a ser inaugurado em 2013), WTC3 (a ser inaugurado em 2015), WTC2 (a ser inaugurado em 2016) e WTC7 (a ser inaugurado em 2016). Farão parte do complexo também um museu, centro de transportes, centro de artes e um centro comercial.

Vídeos: Torres Gêmeas em dia Nublado / Torres Gêmeas em dia de Sol

Como estávamos em New York num final de ano, decidimos acordar cedo e assistir a uma das grandes tradições americanas, o desfile do Thanksgiving Day. O Dia de Ação de Graças é o principal feriado religioso de um país protestante. Na prática, este dia para eles é mais importante até que o Natal e basta dizer que o feriado de Thanksgiving Day é o dia do ano em que mais pessoas viajam e também quando ocorrem os maiores congestionamentos no país, pois é uma tradição as famílias se reunirem para agradecer as bênçãos do ano. O desfile acontece ao longo da avenida Broadway e atrai uma multidão que não se importa em chegar de madrugada e ficar congelando por horas, para poder assistir o desfile a partir das primeiras filas das calçadas.

O desfile é transmitido pela tv e praticamente paralisa a cidade durante a manhã. Consiste numa sucessão de bandas de música com passo marcial intercaladas com muitos balões enormes e carros alegóricos com celebridades locais, todo mundo dando tchauzinho para a platéia. O público delira e grita de empolgação, e é tudo muito bonito, mas para quem está acostumado com nossos desfiles de carnaval fica a impressão que poderia ter um pouquinho mais de ritmo.

A imagem ao lado, de um gigantesco balão na forma da pantera cor de rosa foi feita neste dia. Veja outras duas fotos de típicos balões da Thanksgiving Day Parade clicando em Homem Aranha e Garibaldo.

O Thanksgiving Day é geralmente comemorado na quarta 5a feira do mês de novembro e se você pretende assistir é recomendável ir cedo para a avenida, porque ela fica incrivelmente cheia e cada centímetro de calçadas é disputado quase a tapas. Ah sim, e não esqueça também de incluir um prato de Peru no seu almoço, outra forte tradição do Thanksgiving Day. Veja um vídeo que fizemos nesta manhã com alguns trechos do Thanksgiving Parade.

Os luminosos dos teatros da Broadway e Times Square geralmente despertam nas pessoas um tipo de excitação mágica. Na gente a sensação é algo que nos remete à infância e à espera pelos presentes da noite de natal. Um dos grandes atrativos de New York é a incrível variedade de espetáculos teatrais sempre em exibição. A região conhecida como Theatre Distric, Broadway e Times Square concentra os grandes espetáculos, e durante todo o ano dezenas de produções enfocando dramas, comédias ou musicais lotam as platéias, geram fila nas portas e frenesi entre amantes e críticos de arte. Sim, os preços são caros e reservas devem ser feitas com bastante antecedência, porque embora algumas produções permaneçam décadas em cartaz, pessoas vem de todos os cantos do mundo para a Broadway, para assistir àquela peça imperdível, interpretação magistral ou musical memorável.

Ir ao teatro em New York é um evento imperdível e após escolher o que você deseja assistir, aconselha-se a fazer reserva com bastante antecedência. A melhor forma de comprar é pela Internet (usamos a tickectmaster), sendo que os ingresso estarão disponíveis na própria bilheteria do teatro, uma hora antes da sessão. Em nossa opinião os musicais são o melhor gênero, e esteja preparado para ver algo inesquecível, que às vezes faz barcos ou helicópteros invadirem o palco, dezenas de artistas em cena, coreografias memoráveis e melodias que com certeza vão ficar em sua memória por muito tempo após descerem as cortinas.

 

Tire um tempinho para visitar a mais importante catedral da cidade, a Saint Patrick's Catedral, situada bem em frente ao Rockfeller Center. Ela é a maior catedral gótica do país, e sua construção durou somente 47 anos. Vale apreciar as fachadas de mármores brancos e negros, portas de bronze, 12 capelas laterais e os trabalhados vitrais.

Quem não tem muita intimidade com New York e quer sair à noite para longe de locais onde há movimento, deve optar pelo táxi. Geralmente para um turista, as linhas de ônibus ou as diversas rotas e conexões de metrô não são fáceis de serem compreendidas a primeira vista, além do que muitas estações permanecem fechadas e o trem passa direto por elas. E o engraçado é que todo mundo parece saber disto, menos a gente... O nova-iorquino fala rápido, está sempre apressado e não tem muita paciência de ficar dando instruções para turistas. Assim, procure se informar com antecedência sobre preços, localização do lugar para onde você quer ir, e nomes mais importantes. Arranje um mapinha e situe-se na cidade. Saiba onde está e para onde quer ir e ande sempre com dinheiro trocado a mão. Lembre que New York, assim como toda cidade grande, tem maravilhas, mas também gente pouco amigável, por isso é importante ficar sempre esperto.

Tudo bem, ninguém vai aos Estados Unidos para comer feijão com arroz. Mas sempre tem aqueles dias em que a saudade bate mais forte, ou então você simplesmente quer comer aquela comidinha gostosa igual à de casa. Bem, neste caso Little Brazil é o lugar certo em New York. Basta ir até a 46 street, trecho entre a 5a e 6a avenidas. Chegamos lá por acaso, caminhando na direção de Times Square, lá pelas três da tarde, já com o estômago reclamando de fome e vimos a plaquinha indicando Little Brazil. Olhando à direita vimos então os cartazes do Ipanema Restaurant e Emporium Brasil e foi como ver uma miragem em pleno deserto. Olhamos um para o outro e não foi nem preciso falar nada para decidir que naquele dia nosso almoço seria ali. Além do mais, você é recebido com um sorriso e um sonoro Boa Tarde ao entrar e todo mundo fala português. A comida é deliciosa, o atendimento é impecável e o ambiente não poderia ser mais agradável.

Muitos turistas em Nova York gostam de visitar também o prédio das Nações Unidas. O prédio oferece visitas guiadas por algumas salas, incluindo a Security Council Chamber, Economic Chamber, Social Council Chamber e diversas exposições temporárias, mas o salão que mais impressiona é o General Assembly Hall, onde acontecem as reuniões com representantes das diversas nações. Também é emocionante, na frente do prédio, ver todas as bandeiras dos países do mundo tremulando lado a lado, inclusive aquela mais bonita do mundo, em verde e amarelo.

Ao lado uma imagem do Rockfeller Center e sua árvore de Natal. Logo abaixo fica o rinque de patinação, onde as filas são sempre longas e de onde fomos gentilmente expulsos por um guarda que não permitiu que entrássemos só para fotografar.

New York é até hoje muito associadas com os atentados de 2001. Ainda ficamos chocados quando pensamos que aqueles mesmos locais que visitamos, fotografamos e filmamos seriam, algum tempo depois, vítimas de atentados terroristas tão destruidores. Por obra do destino, no dia dos atentados, estávamos também nos Estados Unidos, mas na cidade de Washington (leia o relato deste dia na página Washington DC), também alvo dos ataques.

No ano de nossa primeira visita a New York estivemos nas torres gêmeas duas vezes. Na primeira havia um nevoeiro que não permitia ver nada e nos sentíamos como se estivéssemos num avião em pleno vôo, só podíamos ver nuvens. Decidimos voltar lá no dia seguinte e fomos premiados com um dia radiante, onde era possível enxergar dezenas de quilômetros em volta. Os vídeos feitos nestes dois dias, mostrados abaixo, permanecem como retratos de uma época em que a America e o mundo eram lugares mais tranqüilos e ingênuos.

Esta foto da parte sul de Manhattam foi feita da barca que nos conduzia até a ilha onde fica a estátua da liberdade, num dia de dezembro e com temperatura de cinco graus abaixo de zero. Como curiosidade, pode-se ver ao fundo as torres gêmeas do World Trade Center, que ainda enfeitavam a silhueta sul de Manhattan. O passeio à ilhota onde fica a estátua é também um daqueles programas imperdíveis na cidade e inclui ainda uma parada em Ellis Island, o portão de entrada para milhões de imigrantes europeus e asiáticos quando chegavam á America. Se possível evite os fins de semana, quando as duas atrações ficam lotadas de visitantes.

Vídeo: Visitando a Estátua da Liberdade.

Big Apple, a Cidade que Nunca Dorme, Capital do Mundo, Melting Pot City, Gotham City ou Empire City são apenas alguns dos apelidos dados à New York City. É sempre um lugar que oferece um milhão de coisas para fazer, seja qual for o seu gosto ou preferência. Para uma boa orientação do que está acontecendo no momento, compre uma das diversas publicações especializadas. Elas trazem a relação atualizada de eventos, shows, teatros, exposições, concertos, dicas turísticas, etc que acontecem na cidade a cada semana, junto com os locais e preços. A Big Apple Visitors Guide é uma das mais completas do gênero.

Vamos dar apenas mais uma sugestão, mas que não pode faltar em sua visita: Tire uma manhã para visitar a Estátua da Liberdade. Ela fica numa pequena ilha em frente à cidade, e as barcas que vão até lá partem do Battery Park, no sul de Manhattan. Mais do que nunca este monumento simboliza a Liberdade. E mais do que nunca New York City continua sendo New York City! 

 

A música desta página é New York, New York, gravada por Frank Sinatra. Para interromper sua execução clique em X (parar)  

Start Spreading the news, I´m leaving today
I want to be a part of it - New York, New York
These vagabond shoes, are longing to stray
Right through the very heart of it - New York, New York,

I want to wake up in a city, that doesn´t sleep
And find I´m King of the hill - top of the heap
These tlttle town blues, are melting away
I´m gonna make a brand new star of it, I´ll make it anywhere
It´s up to you - New York, New York