North Carolina

Nesta página estão  10 fotos batidas no estado americano de North Carolina.  Colocando o mouse sobre as fotos você verá um texto adicional.

 

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Em 1520, os índios que habitavam a região de North Carolina eram das tribos Cheokee, Eno, Sugeree e Woccon. Sua principal atividade era a agricultura e a caça de animais selvagens.

O solitário farol no litoral do estado tem um aspecto romântico e parece convidar a gente a bater algumas fotos. Na verdade existem muitos deles, espalhados por toda a costa. Mas o estado de North Carolina é bem mais que simplesmente uma terra de faróis. A meio caminho entre o norte e sul do país, a Carolina do Norte aparenta ter um pouco de cada coisa. Seu lado sulista é sentido com mais facilidade nas tradições, história e topografia, na maior parte característica daquela região do país. Já seu lado nortista pode ser constatado na sua diversidade econômica. O estado é responsável por 40% da produção nacional de fumo. 

North Carolina tem ainda grandes lavouras de batatas, milho, soja e amendoins e é líder na exportação de produtos têxteis. Ao mesmo tempo tornou-se um importante centro na produção de artigos eletrônicos, elétricos, computadores e químicos. Charlotte, sua maior cidade, é um dos mais destacados centros financeiros do país. E o interior do dispõe de extensas reservas minerais, que tornaram o estado líder na produção nacional de feldspato e mica. Este conjunto de atributos faz com que possa se considerar a Carolina do Norte com um lugar bem sucedido dentre os 50 estados americanos.

Os primeiros registros de presença européia na costa de North Carolina são de 1524, quando aportou no lugar o navegador genovês Giovanni da Verrazano. Ele desembarcou na região entre Cape Fear e Kitty Hawk. Começando na pequena cidade litorânea de Oak Island, e seguindo sempre na direção norte, encontra-se um cenário único, formado por uma sucessão de istmos, pequenas faixas de terra, isoladas pelo mar e formando diversas lagunas. Parte delas é absolutamente deserta, em outras estão pequenas localidades de pescadores, antigos faróis, reservas naturais e até exclusivos condomínios de luxo. O lugar parece permanentemente parado no tempo, longe de qualquer civilização e é impossível não ser contagiado por uma sensação gostosa de paz e tranqüilidade.

Se nessa viagem encontramos uma cidade bonita seu nome é Charlotte, conhecida como Queen City (a cidade rainha). Ela recebeu esse nome para homenagear a rainha Charlotte, mulher de George III, rei da Inglaterra. Da forma como vai, em breve estará rivalizando com Atlanta pelo título de mais próspera cidade do sul americano. A foto ao lado mostra alguns de seus modernos arranha céus, mas o que lhe faz especial é o cuidado com que seus projetistas construíram a cidade. Tryon Street, sua avenida principal, corta o centro no sentido norte sul, é toda arborizada e ornamentada com esculturas que dão um certo aspecto de museu às ruas centrais. Vale a pena observar o cruzamento da Tryon com Trade, onde em cada uma das quatro esquinas há uma escultura gigante, representando os diferentes segmentos da sociedade que contribuíram para o desenvolvimento desta região. Fora do centro vale a pena visitar também a Queen's Road, onde estão suas mansões históricas, e ainda visitar os belos bairros de Plaza Hills, Elizabeth, Dilworth e Biddleville.

Entre 1540 e 1570 a região que hoje corresponde à Carolina do Norte foi também visitada por espanhóis, no entanto eles não se interessaram em estabelecer uma colônia definitiva na área.

No entanto essa sensação pode ser um pouco enganosa, porque esse trecho do litoral é conhecido pelos pescadores com Cemitério do Atlântico, devido ao grande número de embarcações que já naufragaram na região, enganadas por estes belos mas traiçoeiros istmos. Ao mesmo tempo, o vento forte, quando resolve soprar, também tem fama de fazer muitos estragos, e conversando com pescadores ou moradores da área, ouvimos frequentes relatos e histórias sobre tempestades ou furações que trouxeram muitos danos ao litoral do estado. 

Seja como for, tivemos a sorte de pegar tempo bom quando passamos por aqui, e a lembrança que ficou foi de dias ventosos, um pouco frio, mas de bom tempo. Toda essa região do litoral de North Carolina é conhecida como Outer Banks e um de seus trechos mais bonitos, e por isso mesmo transformados em reservas nacionais receberam os nomes de Cape Lokout, com 80 km de extensão e Cape Hatteras, com 120 km (as duas fotos acima são de Cape Hatteras).  

 

Em 1587 um grupo de 110 colonizadores deixou a Inglaterra, com destino à North Carolina. Entre eles estavam 17 mulheres e 9 crianças. Eles se estabeleceram próximos à Cape Hatteras. Foi a primeira colônia construída pelos ingleses neste lugar.

Charlotte está muito bem servida de parques, a começar pelo Martin Luther King Park, de onde se tem uma bela vista do centro. Não muito distante ficam o Revolution Park e o Freedom Park, muito freqüentados principalmente durante os fins de semana. Quem gosta de shoppings também vai encontrar ótimas opções, como o excelente Carolina Place Mall (na junção da I-485 com estrada 51). Ali por perto estão também todas as grandes lojas de departamento que fazem a alegria dos turistas, como Target, Best Buy, Circuit City e JCPenney.  

 

Os primeiros colonizadores europeus, ao chegarem ao território das Carolinas (antigamente ela tinha esse nome, apenas depois foi dividida em Carolina do Sul e do Norte) escolheram a região de Cape Fear, no litoral, como primeiro endereço. Atualmente, os 50 km de praias de Cape Fear tem diversas atrações, e a região é uma das mais procuradas por veranistas. Desde praias semi-desertas até movimentados bares a beira mar, assim como museus, galerias de arte, festivais de música e campeonatos de surf.

A nova terra não fornecia todos as provisões necessárias à manutenção dos colonos. Assim grande parte dos produtos tinha que ser trazida de tempos em tempos da Inglaterra.

 

 Em 1590 um navio partiu de Cape Hatteras com destino à Inglaterra para trazer provisões. No entanto ele não pode voltar na data prevista, pois o país estava sendo atacado pela frota Espanhola. Esse atraso foi trágico para os colonos do novo mundo.

Foto batida em Raleigh, capital de North Carolina. Nossa passagem por aqui foi num domingo, e pode-se dizer que encontramos o que seria de se esperar numa capital estadual de um estado do interior num domingo: Nada! Após rodar muito com o carro pelas ruas quase desertas vimos um carro da polícia municipal (carros de policia parecem estar em todo lugar nos Estados Unidos, sempre fazendo rondas, olhando em todas direções, como numa cena de cinema) e pedimos ajuda para localizar o Tourist Information Center da cidade. O policial foi de uma atenção total. Pediu para estacionarmos no local apropriado, estacionou sua viatura ao nosso lado (não havia trânsito algum na cidade, mesmo assim seria inimaginável para ele pararmos fora de uma vaga demarcada), e depois nos explicou detalhadamente como chegar lá. Raleigh não tem muitas atrações, mesmo assim, vale a pena visitar o Museum of Natural Sciences, e o North Carolina Museum of History, onde se pode conhecer em detalhes a história do estado de North Carolina.

 

Se você perguntar a algum americano quem foi Santos Dumont, provavelmente ele dirá: Quem? Nunca ouvi falar! Por mais que isso desagrade aos Brasileiros e retrate uma das maiores injustiças dos últimos cem anos, a verdade é que o homem que pela primeira vez conseguiu fazer um engenho elevar-se do chão e voar com a força de seus próprios motores, percorrer um trajeto pré-estabelecido (rodear a Torre Eiffel) e, ainda por cima ter como testemunha milhares de Parisienses, é solenemente ignorado nos Estados Unidos. Para eles, os pais da aviação são os irmão Wilbur e Orville Wright.  E isto é lembrado até na placa dos automóveis de North Carolina. 

Quando o navio com suprimentos finalmente pode atravessar o Atlântico trazendo suprimentos, encontrou a colônia totalmente destruída. Não havia sinal das pessoas, nem qualquer indício sobre o que havia ocorrido.

O monumento acima foi erguido próximo à cidade de Kitty Hawk, local onde foi feito o vôo pioneiro daqueles que, segundo os americanos, são os Pais da Aviação. Esta alegação é baseada no fato que o vôo dos irmão Wright ocorreu em 1903, portanto seria anterior ao vôo de Santos Dumont, que aconteceu em 1906. No entanto, e isto faz toda a diferença do mundo, o avião dos irmão Wright precisou de uma catapulta para ser jogado ao ar, pois seus motores não conseguiam tirá-lo do chão. Ou seja, ele foi Jogado no ar, percorrendo a seguir uma determinada distância. O evento foi testemunhado por um pequeno grupo de pessoas.
Positivamente, o que aconteceu naquele dia de 1903 em Kitty Hawk, North Carolina, não pode ser definido como Voar.

O 14-Bis de Santos Dumont decolou três anos depois, em 1906. No entanto, decolou com a força de seus próprios motores, manobrou com perfeição e aterrissou graciosamente, na frente de uma multidão de maravilhados Parisienses, dando ao seu seu construtor o reconhecimento da Europa; ao mundo a prova definitiva que o mais-pesado-que-o-ar  podia voar e à humanidade um invento que iria revolucionar o planeta. 
Isto sim, foi Voar! 

Como disse uma amiga americana, e com razão, falando sobre o assunto: Não esperem que os Americanos reconheçam espontaneamente que Santos Dumont é o verdadeiro Pai da Aviação. Cabe, isto sim, aos Brasileiros lutar para que ele tenha o merecido reconhecimento de todo o mundo, inclusive dos americanos. 

 

Até hoje o desaparecimento daquela primeira colônia de North Carolina permanece inexplicado, e o lugar é lembrado como "A Colônia Perdida de Roanoke".

Percorrendo as estradas do sul americano, principalmente as secundárias, é possível ver esta cena com bastante freqüência: A bandeira dos Estados Confederados hasteada na fachada de alguma casa. O estado de North Carolina foi o primeiro a declarar sua independência do resto do país, em 20 de dezembro de 1860. O motivo da ousada decisão foi a abolição da escravatura, decretada pelo presidente Lincoln, e com a qual o estado não concordava.

 Em pouco tempo outros estados do sul seguiam o gesto desafiador da Carolina do Norte e logo estava deflagrada a guerra civil, que durou de 1861 a 1865, e terminou com a derrota do sul (Estados Confederados, como eram conhecidos). A bandeira vermelha com a cruz azul no meio e 13 estrelas representava esses mesmo Estados Confederados, e sua presença tão constante, mesmo que seja ao lado da bandeira americana, nos deixou uma certa dúvida: Seria sinal de algum ressentimento contra o norte, apenas nostalgia romântica, ou estaria representando idéias que ainda permanecem sob as cinzas?

Esta foto foi batida em Reed Gold Mine, como o nome diz, uma antiga mina de ouro, agora transformada em atração turística. Até 1848, quando começou a corrida de ouro na California, o estado de North Carolina era o líder nacional na extração de ouro, e a mina Reed era uma das mais produtivas. A mineração empregava milhares de pessoas na região, e apenas perdia em número de trabalhadores para a pecuária. O nome vem de seu proprietário, um inglês chamado John Reed, que lutou pela Inglaterra durante os combates da independência americana, mas que quando encontrou ouro nesse terreno, resolveu deixar a Inglaterra para lá e se radicar nos Estados Unidos para ficar rico. No lugar podem ser visitados os antigos túneis da mina, e apreciados artefatos usados pelos mineiros de 1800. 

Em 1711 o território de Carolina foi dividido em duas metades: South Carolina e North Carolina. Mas os índios não foram consultados sobre esta divisão, e não viam com bons olhos a chegada de um número cada vez maior de homens brancos invadindo suas terras.

 

Para afastar os selvagens daquela região, começou em 1711 a guerra "Tuscarora", que tinha como objetivo expulsar os índios de suas terras e abrir espaço para mais colonos vindos da Inglaterra.

Outra foto batida em Charlotte, desta vez em frente ao Discovery Place, a principal atração da cidade. Trata-se de um museu interativo de ciências, onde se pode fazer experimentos de ótica, luz, som e compreender com facilidade muitas daquelas coisas estranhas da física que lemos nos livros mas não conseguimos entender bem como funcionam. Também há exposições nas áreas de biologia, astrologia, tecnologia e muitas outras gias. Interessante para adultos e fascinante para crianças.

Outras atrações de Charlotte incluem o Museum of the New South, onde exposições interativas nos mostram aspectos da vida no sul dos Estados Unidos no período posterior a guerra civil; o Paramount's Carowinds, maior parque temático da região e o Charlotte Museum of History, museu sobre a história da cidade.

Para terminar uma visita a North Carolina, não há nada melhor que visitar Chimney Rock Park. Situado na região montanhosa do estado, este parque tem um dos mais fantásticos conjuntos de matas, rios e montanhas do sul do país. Para chegar lá tome como ponto de partida a cidade de Asheville, e siga por cerca de 40 km na direção sul. Seu ponto mais famoso, e que dá nome ao parque, é esta rocha, conhecida como Chimney Rock (Rocha da chaminé), um mirante que se eleva a centenas de metros acima do parque, e de onde se pode apreciar um bom pedaço de North Carolina, até onde a sua vista alcança. 

North Carolina não era tão dependente da mão de obra dos escravos quanto outros estados do sul, como Alabama, Georgia, Mississippi ou South Carolina. Mesmo assim, foi esse estado que forneceu o maior número de soldados para o "Exército Confederado" sulista.

 

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A música desta página é The Old North State. Para interromper sua execução clique em X (parar).  

  Carolina! Carolina! Heaven's blessings attend her!
While we live we will cherish, protect and defend her;
Tho' the scorner may sneer at and witlings defame her,
Still our hearts swell with gladness whenever we name her. 

Bandeira do estado de North Carolina.