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O estado de Carolina do Sul está situado no litoral
sudeste americano, entre Georgia e Carolina do Norte. Com 300 km
de praias e um interior dividido em 46 municípios, sua principal
atividade econômica é a agricultura, principalmente o plantio de
fumo, soja e algodão. Ao contrário do que se imagina, o nome do
estado não foi dado para homenagear alguma mulher com esse nome,
mas sim para honrar o rei Charles I, da Inglaterra. (Em latim Charles
escreve-se Carolus, o que acabou resultando no nome
Carolina, em inglês).
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Em 1629 o território que hoje corresponde às Carolinas
do Sul e Norte era uma das 13 colônias originalmente estabelecidas em
território americano. Algum tempo depois o território foi dividido em
duas partes, e nasciam assim a Carolina do Sul e Carolina do Norte. Ao
chegar aqui os visitantes encontrarão um local com muitos campos, generosas
áreas verdes, cidades acolhedoras, história e principalmente um belo litoral.
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A principal cidade de South Carolina é Charleston,
que aparece na foto ao lado. Fundada em 1670, ela desenvolveu-se
graças ao seu porto, que logo se tornou um dos principais da região.
O trecho mais bonito da cidade é ao longo da avenida Murray,
margeando a foz do rio Ashley. Lá estão as mais imponentes
mansões em estilo clássico, alinhadas lado a lado. Quem tiver um tempinho
extra e não se importar de pagar algo mais, pode optar por um passeio
de carruagem pela vizinhança, o que contribui para criar um clima
tipo 1850, época do apogeu da Charleston, devido à riqueza trazida
pelas grandes plantações de algodão.
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Esta é uma foto de Columbia, situada no centro
do estado, e capital de South Carolina desde 1786. O ponto mais
importante de Columbia é seu State Capitol, situado no centro
de um belo gramado, é a partir dele que se irradiam as principais
ruas da cidade. O principal setor comercial da cidade é ao longo
da Main Street, onde quem trabalha no centro costuma almoçar,
seja em restaurantes ou carrocinhas de pizza ou hot dog. A maior
parte dos trabalhadores de Columbia são funcionários do governo
estadual, e por isso ela é mais uma cidade administrativa do que
turística. Mesmo assim, se passar por aqui aproveite para visitar
o State Capitol, o Columbia Museum of Art, Carolina
Museum e McKissick Museum. Talvez chame sua atenção a
grande quantidade do nome Palmetto em todo lugar: Palmetto
Hospital, Palmetto Street, etc. A razão é que o apelido do estado
é Palmetto State, ou Terra da Palmeira, e tudo, desde as
placas de automóveis até os símbolos estaduais ostentam uma palmeira
branca como símbolo da terra.
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Fachada da Magnolia Plantation, uma das mais
famosas do estado.
Nessas fazendas era plantado principalmente
algodão, o maior sustento da economia local. Como tantas outras
Plantations espalhadas pelo sul do país, essa também foi
transformada em atração turística. Enquanto nas fazendas
estabeleceu-se uma sociedade rica e aristocrática, os campos eram
trabalhados por escravos trazidos da África. Seu número era tão
grande que em 1720 eles já constituíam a maior parte da população
de South Carolina. O resultado dessa equação foi que, já em 1800
o estado era totalmente dependente da mão de obra escrava para sua
economia. |
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Assim, quando a escravidão foi abolida
pelo presidente Lincoln, o estado foi o primeiro a não aceitar a nova
lei e em 1860 decidiu separar-se na União (o resto do país). Nos anos
seguintes outros estados que também dependiam da mão de obra dos escravos
para sua economia aderiram ao movimento iniciado pela South Carolina.
Este movimento separatista foi o estopim da guerra civil, que iria durar
de 1861 a 1865. O primeiro combate entre tropas do sul contra o exército
federal (União), aconteceu com o ataque à Fort Sumter (veja abaixo).
Daí em diante, estava declarada a guerra civil.
Os resultados da guerra foram
desastrosos para South Carolina. Um quinto da população estadual de
homens brancos estava morta em 1865. A economia ficou destruída e as
Plantations e casarões da capital Columbia foram incendiados pelas tropas
vitoriosas do exército nortista.
As décadas seguintes foram de desespero
e muita luta, tentando reerguer a economia do estado. Ao mesmo tempo,
embora os escravos tivessem sido libertados, formava-se entre brancos
e negros um sombrio e destruidor preconceito racial, que iria atravessar
décadas e causar muitas vítimas de ambos os lados. Após a abolição
a política de segregação racial continuou a vigorar oficialmente em muitos
estados durante décadas, fazendo com que ônibus, banheiros públicos, restaurantes
e diversos outros lugares do dia a dia fossem destinados exclusivamente
a brancos ou a negros, sem mistura.
Apenas a partir dos anos 60, graças a lideres como Martin
Luther King, a discriminação racial terminou e hoje os americanos em geral e sulistas em particular podem
conviver num país com menos injustiças raciais.
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A região ao longo das margens do Santee River
parece um refúgio do agito das grandes cidades. Desde quando
Carolina era povoada apenas por índios, essa era uma região onde a
pesca desempenhava a atividade principal. Passeios de caíques são um
programa turístico muito comum nesta área. Já entre os moradores
locais a atividade predominante é voltada para a pesca, e o que
domina a paisagem são os pequenos barcos pesqueiros, e das pessoas
que parecem passar essa atividade de pai para filho. Conhecemos
pessoas por aqui que nunca saíram de seu estado, pessoas de bom
humor e riso fácil mas que não tem a mínima idéia do que acontece no
mundo fora de sua terrinha, e que nem imaginam onde fica o Brasil.
Um deles nos perguntou se ficava na Europa!
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Foto de uma igreja protestante, situada a beira
da estrada 76, que corta parte do estado no sentido leste-oeste.
É interessante observar a imensa quantidade desses templos religiosos
espalhados pelo interior do país, praticamente todos com o mesmo
estilo arquitetônico, um prédio moderno, discreto e com uma alta
torre desprovida da Cruz. Quando batemos essa foto ela estava vazia,
mas se você passar nesse mesmo lugar numa manhã de domingo poderá
ver que o estacionamento estará invariavelmente repleto de carros
de todos os tamanhos. Mesmo vivendo no campo, todos vem de carro
à igreja nos domingos de manhã, uma das mais fortes tradições americanas
do interior.
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South Carolina tem 46 parques estaduais, onde se
pode apreciar a paisagem dessas terras ao natural. Entre os pontos
que mais atraem turistas no interior do estado são sempre lembrados
o Carolina Sandhiils, quase na divida com a North Carolina,
Lake Marion, o maior lago do estado e junto a ele o Santee
Park e também a Sumter National Forest, a oeste, onde
a topografia é montanhosa. Todos são lugares onde se pode
passar desde algumas horas até alguns dias.
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Bem próximo de Charleston está um local que vale
a pena ser visitado. Conhecido como Patriot Point. Lá estão
reunidos e abertos à visitação o porta-aviões Yorktown, o
submarino Clamagore, o destróier Laffey, o navio da
guarda costeira Ingham e diversos aviões da marinha. Quem
gosta de navios e aviões não pode deixar de visitar este lugar, pois
pode-se conhecer por dentro cada sala e compartimento dessas
embarcações |
Custa a acreditar que navios tão grandes e poderosos
possam ser considerados obsoletos pelo governo americano, a ponto de serem
encostados em definitivo e abertos à visitação, sem qualquer preocupação
com eventuais segredos militares, etc. Por pouco nossa visita não aconteceu,
pois naquele dia faltava luz no Patriot Point e a visitação só foi reiniciada
quando estávamos nos preparando para ir embora. Mas depois da visita é
inevitável se chegar a uma conclusão: Se os americanos consideram essas
peças obsoletas, como será o poderio daqueles que estão agora em serviço?
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Outra foto de uma das mansões de Charleston. Apos a derrota
dos estados do sul na guerra civil a economia das Carolinas entrou em
colapso. Foi muito lentamente, e graças ao estabelecimento de
indústrias têxteis e mais tarde ao turismo, que South Carolina
conseguir reerguer-se economicamente. Percorra a Rainbow Road,
visite a South e East Battery, conheça o parque Middleton
Place, a mansão de Drayton Hall e depois vá jantar em
algum restaurante de Shem Creek. Lá estão dezenas de restaurantes
especializados em Sea Food, e lá está também o melhor por
do sol da cidade. |
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Esta é uma imagem de Fort Sumter, localizado numa pequena ilhota, ao sul da cidade de Charleston.
O passeio até lá é feito em barcos turísticos como o da foto, que
partem de um ancoradouro ao lado do South Carolina Aquarium.
Nesse forte foi dado o tiro inicial da guerra civil americana, quando
as tropas sulistas tomaram a guarnição até então comandada pelo
exército federal da União. A visita ao forte é uma interessante
aula de história sobre a guerra civil e lá estão diversos
objetos que ajudam a recriar o clima daquele período turbulento.
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Imagem de praia da cidade de Myrtle Beach, um dos
resorts turísticos mais procurados por americanos de diversos
estados, graças ao clima agradável e boa temperatura durante grande
parte do ano. Situada quase na divisa com o estado de North
Carolina, estas areias brancas cobrem uma extensão de
aproximadamente 100 km, e atraem cerca de 14 milhões de visitantes
por ano. Como toda cidade turística, o local oferece diversos tipos
de atrações, desde parques temáticos até simpáticos restaurantes,
desde imensos hotéis até praias desertas. |
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Em resumo, South Carolina ficou em nossa memória
como um lugar para quem não tem pressa. Ela é para quem gosta de
cidades pequenas, calmas e gosta de caminhar por uma praia deserta.
É um lugar para relaxar, sentir o vento no rosto e passear de mãos
dadas, descalço na areia ao lado de alguém especial. Se você é este
tipo de pessoa pode estar certo que vai gostar de South Carolina. |
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Unidos? Veja também a página Dicas
USA A música desta página é
Carolina. Para interromper sua execução
clique em X (parar).
Hold up the glories of thy dead;
Say how thy elder children bled,
And point to Eutaw's battle-bed.
Carolina! Carolina!
Throw thy bold banner to the breeze!
Front with thy ranks the threatening seas
Like thine own proud armorial trees,
Carolina! Carolina!
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