Georgia

Nesta página estão 9  fotos batidas no estado americano de Georgia.  Colocando o mouse sobre as fotos você verá um texto adicional.

 

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A colonização européia na região de Georgia começou em 1521, com a chegada dos primeiros navios espanhóis. Ela teve como pontos de partida a base espanhola de San Augustin, ao norte da Florida. A partir de 1560 ocorreram também incursões francesas. A exploração do território pelos ingleses ocorreu a partir da região de Virginia, ao norte do país
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O estado de Georgia traz a mente diversas imagens, todas elas relacionadas ao sul americano. Grandes fazendas, agricultura, campos cobertos de plantações de algodão, a forte cultura trazida pelos escravos vindos da África, suas músicas, histórias e culinária, as grandes embarcações com roda de pás na popa, que cruzavam os rios levando de porto em porto aventureiros, jogadores e dançarinas de nome francês,e que traziam diversão e confusão a cada cidade onde chegavam. Mas Georgia faz a gente lembrar também de momentos dramáticos da história americana, como a Guerra Civil que dividiu o país e famílias, guerra que no estado da Georgia teve um de seus momentos mais traumáticos e decisivos, como na tomada da capital Atlanta e sua destruição pelo fogo. Parte dessa história está contada no clássico do cinema O Vento Levou, outra parte persiste apenas na lembrança de avós que aprenderam essas histórias com seus avós, e uma outra parte permanece registrada em muitos e muitos livros de história. 

Hoje Atlanta está reconstruída e é uma das cidades mais bonitas e importantes do país. Ao mesmo tempo, as antigas embarcações com rodas de pás, como a ”Georgia Queen – Rainha da Georgia”, da foto acima, ainda percorrem seus rios, não mais para levar jogadores ou dançarinas, mas sim para conduzir turistas, ávidos por descobrir as histórias e atrações do mais importante estado do sul americano, aquela terra com nome de mulher, a sempre fascinante Georgia.

Uma visita a Georgia não pode deixar de incluir Savannah, situada no litoral e primeira cidade do estado. Foi o nobre inglês James Oglethorpe quem decidiu, em 1733, que esta seria a 13a e última das colônias inglesas estabelecidas em território americano.  O que torna Savannah especial é justamente o fato dela ser completamente diferente de qualquer outro lugar dos Estados Unidos. É uma cidade tipicamente sulista. Todo centro foi preservado ou reconstruído segundo os padrões originais de 1800, e ela ostenta ruas arborizadas, ladeadas por amplos casarões e mansões de madeira, com varandas generosas, escadarias e balcões. Em termos urbanos a cidade também tem muita personalidade, pois no lugar das tradicionais vias expressas o que se vê é um conjunto de pacatas ruas, intercaladas a cada 3 ou 4 quadras com praças verdes, que além de impedir o trânsito em alta velocidade são um convite para a gente percorrer suas ruas sem pressa, apreciando seus casarões, e de preferência a bordo das conhecidas charretes turísticas.

 

Entre as principais atrações de Savannah estão o Historic District, região com cerca de 4 km2 onde os prédios foram preservados. O efeito é tão bonito que se transformou num dos locais preferidos para cerimônias de casamentos, geralmente realizados nas praças, sob frondosos carvalhos. Outro ponto bom da cidade é River Street, onde estão situados os bares, pequenos e simpáticos restaurantes e lojas de artigos típicos. E não deixe de visitar também o Victorian Historic District, onde estão as grandes e ricas mansões de prédios construídas durante o período Vitoriano (1865 a 1901). 

Veja outra imagem, em alta definição, de uma praça central de Savannah, clicando sobre a foto ao lado.

Para derrotar os outros colonizadores da região, os ingleses se aliaram aos índios das tribos Creek, Cherokee e Chicasaw entre outras, e lhes entregaram armas de fogo, com a condição de que fossem usadas para atacar os espanhóis e franceses.

Por outro lado, quem sentir falta do lado moderno da cidade poderá ir até o  Oglethorpe Mall ou Savannah Mall, ambos enormes e situados ao longo da rodovia 20, que conduz até o centro histórico da cidade de Savannah. Uma coisa já percebemos ao visitar os Estados Unidos. Você pode estar em qualquer canto do país, mesmo em pequenas cidades, mas como a vocação consumista de seu povo é inquestiOnável você sempre encontrará um Shoping ou Mall imensos por perto para fazer suas compras.

 

Os ingleses impuseram uma vida desumana aos índios da região. Eles eram obrigados a trabalhar como caçadores escravos e fornecer aos ingleses todas peles que conseguissem obter. Os que não aceitassem eram escravizados ou levados para a Inglaterra para serem exibidos como curiosidade.
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Foto batida na ilha Tybee, a pouca distância de Savannah. Os faróis são uma das necessidades e tradições mais encontradas ao longo do litoral. Quem percorrer a costa americana vai encontrar dezenas deles, de diversas formas, cores e tamanhos. Esse ao lado é conhecido como Tybee Island Light, e foi construído no início do século passado. É o terceiro maior da Georgia e ainda está em funcionamento. Recuperado há alguns anos, ele agora tem também um museu, loja de souvenirs e para quem tiver disposição de subir seus 178 degraus, uma das vistas mais deslumbrantes do litoral da Georgia.

Um passeio pelo interior do estado revela também paisagens bucólicas, com matas tranqüilas e riachos cristalinos quase escondidos pelas árvores. Quem gosta de verde e estiver visitando a capital Atlanta basta seguir na direção sul pela estrada I-75, e em cerca de meia hora estará chegando na região da Oconee National Forest, onde estão belas paisagens, trilhas em meio a natureza e muito ar puro. Já quem estiver viajando na direção norte pode visitar a Chattahoochee National Forest, quase na divisa com o estado do Tennessee. Esta é uma região com terrenos montanhosos, e ali está situado o ponto mais alto do estado, o monte Brasstown Bald. O parque tem diversas trilhas, lagos e campings para quem quiser ficar mais tempo por lá.  

 

Old Fort Jackson é um dos pontos históricos mais conhecidos de Georgia. É o mais antigo forte de tijolos existente no estado. Após a declaração de independência dos Estados Unidos, o presidente Thomas Jefferson autorizou a construção de um sistema de defesa nacional, como forma de prevenção contra eventuais ataques ingleses. O local escolhido foi na entrada do rio Savannah, já que este era um importante ponto estratégico para controlar todas embarcações que subiam o rio com destino ao interior da Georgia. 

Em 1684 corsários agindo com apoio do rei da Inglaterra atacaram e destruíram todas as missões espanholas que ainda existiam no litoral da Georgia. Era a pá de cal nas últimas esperanças dos índios que não queriam ser exterminados ou escravizados.
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O nome do forte foi dado em homenagem a James Jackson, nascido na Inglaterra mas que alistou-se no exército americano tendo chegado a patente de coronel, e mais tarde serviu o estado como senador e governador. O forte funciona agora como atração turística, e lá podem ser vistos uniformes antigos, equipamentos usados pelas tropas durante os períodos de combate, e diversos canhões apontando para a boca do rio. 
 

O estado de Georgia teve seu nome dado como homenagem à George II, rei da Inglaterra. É conhecida como "Peach State" (Estado dos Pêssegos), devido à grande produção dessas frutas. No entanto elas não são naturais da Georgia e foram originalmente trazidas pelos primeiros missionários espanhóis.

O litoral do estado de Georgia é muito extenso, com cerca de 300 km, e ao longo dele há diversas localidades que atraem banhistas, como St. Marys, ao sul; Brunswic, no centro e a própria Savannah, quase na divisa com o estado de South Carolina. Embora o tempo nesta região não permita pegar praia o ano inteiro, durante os meses de verão as areias ficam cheias. 

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Quem prefere praias desertas também tem muitas opções por aqui,  já que a parte central do litoral é, em grande parte, povoada por pequenas localidades ou áreas ambientais onde a natureza é preservada, como Blackbeard, Wassaw Island e Cumberland Island National Seashore

 

Esta é outra foto batida em Savannah. A ponte que aparece ao fundo cruza o rio Savannah e faz parte da auto-estrada 17-25, que liga o norte de Georgia ao estado de South Carolina. For por ali que passamos quando prosseguimos nossa viagem rumo norte. Observe o prodígio de engenharia que é esta ponte, batizada de Savannah  Bridge. Nesta região o movimento de grandes navios é intenso, muitos deles completamente carregados de containers, e que dão um boa amostra da importância comercial deste porto. 

Em 1733 o inglês James Edward Oglethorpe funda a cidade de Savannah e inaugura oficialmente a colônia de Georgia. Com o apoio dos fortes Saint Simon e Cumberland Island, as tentativas de retomada por parte dos espanhóis foram infrutíferas e o território de Georgia ficou em definitivo nas mãos inglesas.
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A rua de calçamento vermelho da foto acima é onde funcionava o antigo porto de Savannah e agora transformou-se na principal passarela turística da cidade. Ao longo da mesma há diversos bares e simpáticos restaurantes, que nas tardes de fins de semana costumam apresentar música ao vivo. Também aqui pode-se embarcar em passeios fluviais naqueles antigos navios com rodas de pás na popa.

 

A idéia de Oglethorpe era estabelecer uma colônia na Georgia para ser habitada pelos "pobres e dignos" de Londres. Para cá viriam prisioneiros, pessoas indesejadas ou mendigos da Inglaterra.

O tempo na Georgia varia bastante, desde o forte calor durante o mês de julho até o frio intenso acompanhado de neve, durante os meses de dezembro e janeiro. Uma das épocas mais bonitas do estado é quando a vegetação começa a mudar suas cores, na chegada do outono, e quando elas parecem convidar a gente a tirar umas fotos. As principais cidades do estado são Atlanta, Augusta, Columbus, Savannah, Athens e Macon, e embora Georgia seja mais conhecido como estado agricultural, ao norte do estado há também diversas indústrias importantes.

No tocante às curiosidades, Georgia não fica nada a dever a outros estados americanos quando se trata de ser inventivo para chamar atenção dos turistas, afinal, como os americanos sabem melhor que ninguém, turismo traz dinheiro, e por isso é um negócio encarado com muita seriedade. Assim, se passar por alguns desses pequenos lugares do interior do estado não custa conferir o Maior amendoim do mundo (em Ashburn), Estátua de Amendoim do ex-presidente Jimmy Carter (em Plains), o maior pêssego do mundo, o Peachoid (em Gaffney) ou a estátua da vaca gigante Kadie the Cow (Columbus). Americanices típicas, nada para ser levado muito a sério, mas sim para rir um pouco.

 

Mais uma foto de Savannah, em frente ao prédio do Cotton Exchange Building. Esta construção de tijolos vermelhos data de 1887, e era o ponto mais importante da cidade durante o período em que ela ostentava orgulhosa o título de principal porto dos Estados Unidos na exportação de algodão e segundo mais movimentado do mundo. O comércio de algodão era a mais importante atividade econômica do estado, e todo ele escoava por aqui. Hoje o prédio é um dos pontos turísticos mais importantes da cidade, e continua a ser lembrado com muita reverência. A importância da Georgia no plantio do algodão e sua dependência da mão de obra dos escravos foram decisivas na decisão tomada pelos sulistas de separar-se do resto do país quando a abolição foi decretada pelo presidente Lincoln.

 

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Os primeiros colonizadores ingleses da Georgia partiram de Londres em novembro de 1732, a bordo do veleiro Anne. Eles chegaram ao seu destino final no dia 12 de fevereiro de 1733, e por isso até hoje essa data é comemorada como o "Dia de Georgia".

Georgia foi um dos estados mais atingidos pela guerra civil americana entre os estado do sul e norte. A principal razão para esta luta foi o inconformismo dos estados sulistas com a abolição da escravidão, decretada pelo presidente Lincoln. O fim da mão de obra dos escravos significava a ruína econômica do estado. No entanto, alguns historiadores dizem que esta foi apenas a gota dágua para dar início à revolução, lembrando que os estados do sul eram há anos oprimidos pelo governo federal com altas taxas e impostos excessivos, enquanto recebiam um tratamento diferenciado dos ricos estados do norte. 

A união de todos estes fatores teria levado os estados sulistas e decidir pela separação do resto do país, criando a chamada “Confederação dos Estados Americanos“. Decidida a separação, todos os bens da União nos estados do sul foram expropriados, as guarnições militares tomadas, eleito um novo presidente e escolhida nova cidade como capital da nação. Estava deflagrada a guerra entre irmãos.

No entanto, a verdade é que o sul do país não tinha condições econômicas de ganhar. Sem indústrias desenvolvidas como as existentes no norte, as tropas sulistas não tinham munição suficiente, os soldados não tinham roupas adequadas, nem o exército confederado tinha armamentos necessários para garantir sua independência.  

Nestas condições a derrota do sul foi inevitável. Após quatro anos de guerra (1861 a 1865) Georgia e todos estados do sul foram derrotados e a escravidão foi abolida em todo país, inclusive no sul, levando à completa destruição da economia  nesta região. Como golpe de misericórdia, as tropas do norte destruíram ainda diversas cidades importantes de Georgia, como Atlanta, que foi incendiada.   

Completamente arrasados, a recuperação dos estados do sul seria lenta e gradual, demorando quase um século para ser efetivada.

 

No final da Guerra civil a cidade de Atlanta foi incendiada por ordem do general General William Sherman, comandante das tropas do norte. Após destruir a cidade ele organizou a "Marcha para o Mar", de Atlanta ao Oceano Atlântico, onde tudo que estava no caminho, dentro de uma faixa de 100 km de largura foi destruído.

Hoje, as areias brancas das praias desertas de Georgia são calmas, sem demonstrar nem uma parcela da agitação e dos combates que varreram o estado durante os anos conturbados da guerra civil. Mesmo assim, pode-se dizer que há males que vem para bem. Primeiramente pela conquista da liberdade para todos, independentes da cor da pele, já que a escravidão é um conceito abominável. E em segundo lugar, é bom lembrar que foi graças à destruição trazida pela guerra civil que o estado da Georgia foi completamente reconstruído, e hoje figura entre as principais economias do país e um de seus mais importantes pólos turísticos.

 

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Conheça a capital do estado de Georgia vendo também a página Atlanta.

  A música desta página é Georgia. Para interromper sua execução clique em X (parar).
 

Georgia, Georgia, the whole day through
Just an old sweet song keeps Georgia on my mind
Georgia, oh Georgia, a song of you
Comes as sweet and clear as moonlight through the pines
 
Other arms reach out to me
Other eyes smile tenderly
Still in peaceful dreams I see
the road leads back to youGeorgia, 
oh Georgia, no peace I find
Just an old sweet song keeps Georgia on my mind

Bandeira do estado de Georgia.