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Desde o século XX até o século XIV a região de Chantilly, norte de Paris, pertenceu à família Le Bouteiler, senhores de Senlis. Em 1386, os herdeiros de Guillaume Bouteiller venderam a propriedade para Pierre d’Orgemont, assessor de rei Charles V, o qual, como não tinha herdeiros, passou a propriedade para seu sobrinho Guillaume de Montmorency, que em 1522 a transferiu para seu filho, Constable Anne. O troca troca parou por aí.

   

Constable Anne era ao mesmo tempo um guerreiro e amante das artes. Numa de suas campanhas pela Itália, ficou conhecendo a estética renascentista, e apaixonou-se por este estilo. Decidido a construir algo no mesmo estilo, reformou a antiga propriedade dos Orgemont, e esta passou a ser conhecida como Grand Chateau.

Por volta de 1560 Anne de Montmorency decidiu construir um segundo castelo no local, ao sul da primeira construção, e que passou a chamar-se Capitainerie, ou Petit Chateau. Os dois palácios, interligados por uma pequena ponte, formavam um harmonioso conjunto em estilo renascentista, e passaram a ser conhecido como Chateau de Chantilly.

Mais tarde, devido ao fato de seus proprietários terem participado de uma revolta contra Luiz XIII, Chantilly foi tomado pelo monarca, que passou a vir até a propriedade e caçar nas florestas do castelo. Em 1659 o rei decidiu iniciar a construção de jardins e parques naquele palácio, e encarregou André Lê Nôtre dessa tarefa. 


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Galeria interna

Lê Nôtre, gênio paisagista, seria mais tarde o responsável pelos jardins do Palácio de Versalhes. Hoje os jardins de Chantilly são considerados como uma prévia ou primeira inspiração para os de Versalhes. Também nesta época foi construída a monumental escadaria, os pavilhões do portão de acesso, e movida a entrada principal do Chateau, de forma a dar a ele  aspecto que tem atualmente. O anexo chamado de Orangerie foi completado em 1683.

 

Para abastecer as fontes e jardins do castelo, foram também criados um sistema de aquedutos e um grande reservatório. Chantilly transformou-se num centro de festivais, freqüentado por figuras dos círculos literários, como La Fontaine. Em 1839, Henri d’Orleans, duque de Aumale, tinha oito anos quando seu tio avô lhe deixou Chantilly. Ele ordenou que o palácio, que havia entrado em decadência fosse totalmente restaurado e o deixou para o Institut de France, com a condição de que fosse transformado em museu e aberto ao público. 

Hoje uma visita a Chantilly revela tesouros e peças belíssimas. Mobília, tapeçarias, pinturas, e toda uma variedade de objetos dignos um verdadeiro palácio. No seu restaurante pode-se ainda fazer um lanche acompanhado do autêntico creme chantilly, pois de acordo com os franceses, este é o local onde o famoso creme de leito foi criado.


Vista aérea de Chantilly e seus parques

Site oficial: Château de Chantilly

Como curiosidade adicional, procure assistir o filme 'Vatel, um Banquete para o Rei', com Gerard Depardieu, que relata o episódio verídico da visita do rei Luis XIV e sua corte à Chantilly, e fornece uma amostra interessante das intrigas palacianas da época. 

O castelo situa-se cerca de uma hora de carro ao norte de Paris. Existem também diversas excursões de um dia, partindo da cidade, que incluem Chantilly em seu roteiro. Ao chega lá, não deixe de incluir em sua visita o restante da propriedade, que inclui ainda belíssimos parques, jardins e lagos, no entorno do castelo.

 

 

Todas as músicas de Castelos e Palácios são reproduções de autênticas canções medievais ou renascentista .
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