Palácio da Pena
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Nesta página estão fotos e informações sobre o palácio da Pena, situado em Sintra, Portugal.
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A primeira visão deste palácio nos remete a um mundo de faz de conta, de tempos e sonhos em algum lugar de um passado perdido. Uma visão mais atenta, no entanto, nos revela todo o esplendor que esta obra de arte arquitetônica guarda para todos aqueles que tiverem a coragem de subir esta montanha. Seu nome é Palácio da Pena. Uma rara jóia, próximo à cidade de Sintra, Portugal. Os primeiros registros, datando de 1493, fazem referência à existência de uma capela dedicada à Nossa Senhora da Pena, onde, por determinação do rei D. João I, os priores de Santa Maria de Sintra iam orar aos sábados. Nesta mesma capela o soberano havia estado durante 11 dias, pagando promessa por uma bênção alcançada. Em 1503 é decidida a construção neste local de um mosteiro, para abrigar a Ordem de São Jerônimo.
Apenas em 1838, a vida parece começar a retornar àquele rochedo de Sintra, quando o Príncipe Consorte D. Fernando II decide adquirir os escombros do mosteiro para transformá-lo em sua residência de verão. Alguns talvez desconheçam a distinção entre Príncipe Consorte e Rei, e é interessante abrir aqui um parênteses. O Príncipe Consorte era apenas o marido da rainha, um título nobre, mas que não lhe dava os direitos de um rei, ou no caso, da sua mulher, a Rainha. Mesmo assim ele tem poder e meios para levar em frente o projeto. Sua determinação é preservar o que for possível, conservando os trechos históricos que possam ser recuperados, e ao mesmo tempo incorporar novos elementos arquitetônicos, fazendo da obra final um conjunto de valor histórico e arquitetônico sem igual no país. Assim, grande parte da fachada principal é felizmente preservada, assim como são também mantidas algumas partes internas do mosteiro, inclusive o claustro, uma obra de arte totalmente decorada com azulejos Mudéjare. D. Fernando era nascido na Alemanha, assim havia tido oportunidade e tempo de conhecer e ser influenciado pelo estilo romântico que era moda na Bavária. Contratou então o arquiteto Germânico Eschwege para desenvolver o projeto, que mesclava elementos Góticos, Mouros e Manoelinos, estes últimos característicos de Portugal. As obras duram 47 anos, mas os resultados obtidos são magníficos e seu estilo é tão particular que muitos passam a considerá-lo como a resposta Lusitana ao Castelo de Neuschwanstein, outro ícone da extravagância arquitetônica. Também seu interior é dotado de autênticas preciosidades, como por exemplo o retábulo renascentista, de autoria do escultor Nicolau Chanterene, e o fino e ricamente trabalhado mobiliário, incorporado ao acervo palaciano ao longo dos anos.
Em 1969 um novo terremoto provoca estragos no palácio, e faz com que, no início da década de 90, um novo programa de recuperação seja posto em prática. É desta época a pintura de cores vermelha e amarela que passaram a adornar seu exterior, e que chegou a causar revolta em muitos Portugueses. No entanto, como lembraram os responsáveis pelas obras de restauração, estas eram as cores originalmente existentes nos primórdios do palácio, e seu retorno apenas marca o reencontro deste monumento com suas verdadeiras origens e tradições. Atualmente este é o quarto mais visitado monumento do país, e está aberto à visitação diariamente, com exceção das 2a feiras. O trecho inicial da visita pode ser um pouco cansativo, já que, devido ao grande número de visitantes, freqüentemente é necessário deixar o carro no estacionamento inferior e subir o morro a pé. Mesmo assim não desanime, tenha coragem e siga em frente no seu ritmo próprio. Durante a jornada procure apreciar o verdadeiro jardim verde que se estende até a entrada do palácio, e considere isto como um aperitivo para a belíssima vista que pode ser descortinada do topo da montanha. O acesso é feito por uma boa estrada a partir de Sintra, ou a partir de São Pedro. Conta a lenda popular que o Palácio recebeu este nome em memória aos prisioneiros que eram para cá trazidos para trabalhar na construção do palácio, em cumprimento às suas penas. Outros dizem que o nome foi dado em homenagem à imagem de Nossa Senhora da Pena, que teria sido encontrada neste rochedo há muitos séculos. Seja qual for a verdade, o certo é que este é um dos mais belos monumentos de Portugal, uma obra de arte e de romantismo, para a qual contribuíram diversos artistas. Diversos tours de um dia, partindo de Lisboa, incluem o palácio em seus roteiros, e este é um passeio que aconselhamos com entusiasmo. Mais detalhes sobre o local no site Monumentos.
Todas as músicas de Castelos & Palácios são reproduções de autênticas canções medievais ou renascentistas.
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