Château de Villandry
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Nesta página estão fotos e informações sobre o castelo de Villandry, situado em Villandry, França.
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Famoso não somente por sua arquitetura, mas também pelos jardins, Villandry foi o último dos grandes castelos do Loire a ser construído durante o período renascentista. Obra de Jean le Breton, um dos ministros das finanças do monarca Francisco I, em 1536 Villandry já estava concluído, após quatro anos de obras. Jean Breton havia dirigido as obras do castelo de Chambord (veja a página sobre este castelo), e conta-se que na ocasião ele mandou erigir na região uma réplica em escala reduzida do que pretendia construir em Villandry, o que lhe serviu de modelo para as obras do verdadeiro chateau.
Mas este era também um jogo perigoso já que na época as amizades mudavam mais que a direção dos ventos, e muita gente acabou perdendo a cabeça – literalmente – por causa destas mudanças. Mesmo assim, ao que consta, Jean Breton nunca se meteu em conflitos com a família real - ao contrário dos proprietários de Azay le Rideau e Chenonceau - e por isso não teve o desprazer de ver sua propriedade ser confiscada. Na realidade Jean sempre esteve nas boas graças da família real, favorecendo até mesmo as futuras gerações, haja vista que seu neto foi agraciado com o título de Marquês de Villandry.
Da construção original erigida por Jean Breton, somente a antiga torre foi mantida (em destaque na primeira foto), por trás do pátio principal. Mesmo tendo sido construída na época medieval esta torre integra-se perfeitamente ao restante do castelo, de arquitetura renascentista. A propriedade permaneceu com a família Breton até 1754, quando foi adquirida pelo Marquês de Castellane, influente nobre que chegou a ocupar o cargo de embaixador francês. Foi este o responsável pela completa transformação do castelo, dando-lhe o aspecto refinado e elegante que mantém até hoje. Sua reforma abrangeu não somente a parte externa do chateau, mas também seu interior, de forma a transformá-lo num ambiente confortável, aos moldes dos padrões vigentes no século 18. Mesmo assim, como a manutenção de uma propriedade com estas dimensões era extremamente custosa, e o dinheiro há muito já havia acabado para os descendentes do Marquês de Castellane, Villandry foi aos poucos sendo abandonado, sendo que em fins do século 18 estava em condições tão precárias que sua recuperação seria caríssima, e chegou-se a pensar a sério em sua demolição.
O vivo colorido de alguns jardins de legumes (segunda foto) deve-se à escolha apropriada do que é plantado, conforme a estação do ano. O vermelho, por exemplo, é obtido com beterrabas, o verde com a folhagens de cenouras e assim por diante, dando à distância a impressão de um painel multicolorido. Para ter-se uma visão geral deste conjunto de cores e suas formas o ideal é subir ao terraço do castelo, o qual é acessado através de uma escada em caracol, cuja cobertura lembra uma ponta de lápis (terceira foto). A cada ano duas plantações são feitas, sendo a primeira na primavera, que permanece entre março e junho; e a segunda no verão, que dura de junho e novembro. Ao todo cerca de quarenta espécies de legumes pertencentes a oito famílias botânicas são utilizados por ano. Mas os méritos de Joachim Carvallo vão além da pura reforma do castelo e de seus jardins. Ele foi também um dos fundadores da associação conhecida como Demeure Historique, primeira do gênero a agrupar proprietários de endereços históricos da França, e que tinha como objetivo sua preservação e abertura dos mesmos à visitação pública. Hoje, todos os turistas que visitam este e outros monumentos históricos nacionais, devem uma parte de seu reconhecimento a homens de visão como aquele. Villandry situa-se aproximadamente a duas horas e meia de carro de Paris. Depois de passar pela cidade de Tours, basta seguir mais 16 km na direção oeste, pela estrada D7. mais detalhes no site oficial Villandry. Veja outras fotos em alta definição deste lugar clicando em Jardins 1 - Jardins 2 - Fachada Lateral
Todas as músicas de Castelos & Palácios são reproduções de autênticas canções medievais ou renascentistas.
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